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Patogênese da síndrome pulmonar hemorrágica na leptospirose humana

Texto completo
Autor(es):
Croda, Júlio Henrique Rosa
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo. [2009]. 152 f.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina
Data de defesa:
Membros da banca:
Duarte, Maria Irma Seixas; Capelozzi, Vera Luiza; Lancellotti, Carmen Lucia Penteado; Nicodemo, Antonio Carlos; Salomão, Reinaldo
Orientador: Duarte, Maria Irma Seixas
Área do conhecimento: Ciências da Saúde - Medicina
Indexada em: Banco de Dados Bibliográficos da USP-DEDALUS; Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - USP
Localização: Universidade de São Paulo. Biblioteca Central da Faculdade de Medicina; FM W4.DB8 SP.USP FM-2 2008; C954pa
Resumo

A leptospirose é uma zoonose de alta morbidade em humanos e um importante problema de saúde pública. Causada por bactérias do gênero Leptospira, a doença apresenta diversas formas clínicas e é especialmente importante em países em desenvolvimento. Síndrome pulmonar hemorrágica é a maior causa de óbito em pacientes com formas severas da doença. Os mecanismos patogênicos relacionados à síndrome pulmonar hemorrágica na leptospirose humana são desconhecidos. Com o objetivo de avaliar estes mecanismos patogênicos, 30 necrópsias (tecido pulmonar) de pacientes com síndrome pulmonar hemorrágica na leptospirose e 7 controles foram avaliados. Para determinar a participação os mecanismos patogênicos envolvidos, experimentos de histologia e imunohistoquímica (IgM, IgG, IgA, and C3) foram realizados em amostras de tecidos pulmonares, bem como dosagem sérica de auto-anticorpos específicos (anticardiolipina e anti-membrana basal) de amostras pareadas de soros de pacientes com leptospirose com e sem síndrome hemorrágica pulmonar e de indivíduos doadores de banco de sangue. Nos achados patológicos, os pacientes com síndrome hemorrágica pulmonar na leptospirose diferem dos controles com hemorragia pulmonar em alguns aspectos: moderada ou intensa presença de macrófagos na luz alveolar (97% versus 29%, respectivamente; p < 0.01); presença de membrana hialina na superficie alveolar (100% versus 0% respectivamente; p < 0.01); intensa necrose e regeneração de pneumócitos II (100% versus 0%, respectivamente; p < 0.01); e presença de plasmócitos no septo aveolar (80% versus 29%; p < 0.02). Nenhuma diferença estatisticamente significativa foi observada em relação ao número de outras células no septo alveolar. Leptospiras intactas foram raramente observadas. A detecção de antígeno de leptospira não foi correlacionada com a intensidade de hemorragia pulmonar... (AU)

Processo FAPESP: 07/00083-2 - Fisiopatologia da síndrome de hemorragia pulmonar nos pacientes com Leptospirose
Beneficiário:Julio Henrique Rosa Croda
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto