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O papel do sistema dopaminérgico nigroestriatal na neurobiologia do sono

Autor(es):
Lima, Marcelo de Meira Santos
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo. [2009]. 221 f.
Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo - Vila Clementino. Escola Paulista de Medicina
Data de defesa:
Orientador: Tufik, Sérgio
Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Farmacologia
Indexada em: Base de Dados PHL-UNIFESP
Localização: Universidade Federal de São Paulo. Escola Paulista de Medicina. Biblioteca Central Prof. Dr. Antonio Rubino de Azevedo; Tese 10575
Resumo

Recentemente, a neurotransmissão dopaminérgica tem sido reconhecida por estar envolvida na geração de distúrbios de sono. Evidências crescentes mostram que os distúrbios de sono associados à doença de Parkinson (DP) são mais relacionados à doença per se, do que apenas fenômenos secundários. Dados apresentados pela literatura sugerem a hipótese de que o sistema dopaminérgico nigroestriatal esteja envolvido na regulação de padrões de sono. Demonstrou-se no presente trabalho que uma lesão de 50% dos neurônios dopaminérgicos residentes na substância negra pars compacta (SNpc) foi capaz de gerar um prejuízo em diversos parâmetros de sono em ratos. Essa redução neuronal provocou uma diminuição importante na porcentagem de sono paradoxal durante os três primeiros dias de registro de sono. Observou-se também uma forte correlação (r=0.91) entre o número de neurônios e a porcentagem de sono paradoxal. A partir disso, propomos que os neurônios dopaminérgicos presentes na SNpc possuem um papel fundamental para a regulação dos padrões de sono, particularmente na promoção de sono paradoxal. Em outro experimento, apresentamos evidências de que a proteína tirosina hidroxilase (TH) encontra-se com sua expressão reduzida no sistema dopaminérgico nigroestriatal após um período de 24 h de privação de sono paradoxal (PSP) em camundongos. De acordo com esses resultados, sugere-se que a redução da expressão da TH, produzida pela (PSP), possa explicar em parte a existência da supersensibilidade dopaminérgica de receptores D2. As implicações dessas alterações podem reverberar diretamente sobre anormalidades motoras e de sono encontradas em pacientes portadores da DP. Achados eletrofisiológicos demonstraram que o bloqueio dos receptores D2 (por haloperidol) produziu uma redução de sono paradoxal durante o período de rebote, realizado após 96 h de PSP... (AU)

Processo FAPESP: 06/55968-6 - Análise da arquitetura do sono em modelos animais de parkinsonismo
Beneficiário:Marcelo de Meira Santos Lima
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado