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Mecanismos Envolvidos com a Inibição de Aurora-Quinases em Carcinoma de Adrenal

Texto completo
Autor(es):
Kleiton Silva Borges
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Ribeirão Preto.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Data de defesa:
Membros da banca:
Luiz Gonzaga Tone; Madson Queiroz de Almeida; Maria Sol Brassesco Annichini; Sonir Roberto Rauber Antonini; Mara Albonei Dudeque Pianovski
Orientador: Luiz Gonzaga Tone
Resumo

Introdução: Tumores adrenocorticais (TAC) são raros, correspondendo somente a 0,2% de todas as neoplasias pediátricas, sendo que a maioria dos casos são diagnosticados no Brasil e estão associados com a mutação TP53 p.R337H. A cirurgia é o único tratamento efetivo conhecido para os TAC, sendo os tumores em estadios avançados frequentemente fatais. A família das Aurora-quinases é formada por três membros (Aurora-A, -B e -C) os quais atuam em diversas fases do ciclo celular, como alinhamento dos cromossomos, formação do fuso mitótico e citocinese. Diferentes trabalhos mostraram a expressão alterada de membros desta família em vários tipos de tumores e a inibição da atividade destas proteínas tem sido considerada uma potencial abordagem para o tratamento do câncer. Objetivo: A partir da análise da expressão dos genes Aurora-A e Aurora-B em amostras de TAC pediátrico, foram investigados os efeitos do AMG 900, um pan-inibidor de aurora quinases, na proliferação, apoptose, síntese hormonal e perfil transcricional da linhagem H295A. Além disso, foram avaliados os efeitos do AMG 900 combinado com diferentes quimioterápicos. Metodologia: Os níveis de expressão dos genes Aurora-A e Aurora-B foram analisados em 60 crianças com TAC através das técnicas de RT-qPCR e imuno-histoquímica. A proliferação celular foi avaliada por coloração com Giemsa e a apoptose foi realizada por citometria de fluxo. A análise de combinação de drogas foi feita com base no método de Chou-Talalay e o ensaio de microarray foi realizado utilizando a plataforma da Agilent. Resultados: A expressão dos genes Aurora-A e Aurora-B foi associada com estadios avançados da doença e a expressão do Aurora-A foi associada com a presença da mutação TP53 p.R337H. O tratamento com o AMG900 causou a inibição da proliferação, aumento da apoptose e sensibilizou as células para os inibidores de topoisomerase II (doxorrubicina e etoposídeo). Adicionalmente, o AMG 900 levou à redução da síntese de hormônios bem como modulou a expressão de genes envolvidos com esta atividade. A inibição das aurora-quinases alterou a expressão de genes associados com a regulação da fase G1 do ciclo celular e afetou a expressão de genes da via de sinalização Notch. Conclusão: A inibição das aurora-quinases pelo AMG 900 pode ser uma alternativa para o tratamento dos tumores adrenocorticais. (AU)

Processo FAPESP: 10/08699-5 - Mecanismos envolvidos com a inibição de aurora-quinases em carcinoma de adrenal
Beneficiário:Kleiton Silva Borges
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado