| Processo: | 04/13826-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2005 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2007 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Pesquisador responsável: | Niels Olsen Saraiva Câmara |
| Beneficiário: | Niels Olsen Saraiva Câmara |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Lesão renal aguda Transplante de rim Imunidade inata Linfócitos T Citocinas Inflamação |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Citocinas | Imunidade Inata | Inflamacao | Linfocito T | Transplante Renal |
Resumo
A lesão de isquemia/reperfusão (IR) pode ser definida como o conjunto de lesões decorrentes da. privação e do restabelecimento do suprimento de oxigênio a órgãos e tecidos. No rim, a lesão de IR é o principal fator etiológico da insuficiência renal aguda (IRA), definida como a redução em horas a dias da taxa de filtração glomerular. Esta patologia ocorre em cerca de 5% das internações hospitalares e tem sua maior importância no fato de apresentar elevada taxa de morbidade e mortalidade. A IRA quando é grave, e há necessidade de substituição da função renal, com diálise, a mortalidade ainda é em torno de 50%. Por estas razões há interesse crescente no estudo da fisiopatologia da IRA, buscando-se estratégias terapêuticas que modifiquem estes desfechos tão desfavoráveis. Vários estudos mais modernos mostram a IR pós transplante renal (TxR) como importante fator preditor da perda do enxerto a longo prazo. A despeito do progresso no entendimento da fisiopatologia da lesão de IR no rim, especialmente nos níveis bioquímico e celular, alguns mecanismos específicos ainda não são completamente compreendidos. Recentemente, alguns estudos mostraram que a lesão de IR desencadeia uma resposta inflamatória, e abriu-se um novo campo de estudo nesta área. Estes dados são de particular importância no TxR, aonde, algum grau de lesão de IR é inevitável durante o preparo do órgão antes do implante cirúrgico. Ainda porque durante a preservação ex vivo do rim a ser transplantado temos oportunidade única de manipulação terapêutica. Utilizando um modelo experimental de IR através do clampeamento bilateral do pedículo renal, objetivamos estudar fatores imunológicos, representados pela ação de citocinas Th1/Th2, e fatores não imunológicos, exemplificados pela ação de receptores de bradicinina, símiles ao Toll e do hormônio leptina, na lesão renal desencadeado por este insulto. Além disso, pretendemos estudar o efeito das drogas imunossupressoras na lesão renal seguida da IR, um fator agravante no transplante renal, e a resposta tecidual protetora ao estresse isquêmico. Serão avaliados parâmetros como a função renal, mortalidade dos animais, perfil de citocinas, infiltrado celular, histologia renal e expressão protéica. Acreditamos que o conhecimento da extensão da ação de cada um destes fatores na lesão renal final pós IR possa ser importante para futuras manipulações intervencionistas em órgãos a serem transplantados. (AU)
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