| Processo: | 10/05445-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal |
| Pesquisador responsável: | Cristina Yumi Miyaki |
| Beneficiário: | Marcos Maldonado Coelho |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Mata Atlântica Evolução animal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Especiação | Evolução | Mata Atlântica | Pyriglena | Seleção | Zona Híbrida | Zona Híbridas |
Resumo Zonas híbridas são definidas como o fluxo gênico entre duas populações ou espécies geneticamente diferenciadas. Elas são consideradas um excelente laboratório para o estudo da evolução por permitirem, por exemplo, analisar diversos processos como mecanismos de isolamento reprodutivo, seleção, estimativas de dispersão e número de genes envolvidos na diferenciação. Estudos prévios têm mostrado que diferentes classes de DNA exibem amplitudes de introgressão distintas. Por exemplo, genes ligados aos cromossomos sexuais apresentam uma menor introgressão em relação aos genes autossômicos. Isto pode se dever `a Regra de Haldane (RH), que prediz que quando a hibridação ocorre, híbridos do sexo heterogamético possuem menor viabilidade e fertilidade. Como em aves as fêmeas constituem o sexo heterogamético (ZW), é esperado que indivíduos híbridos do sexo feminino sejam menos viáveis e mais estéreis do que machos (ZZ) híbridos. Desta forma, a RH prediz introgressão diferencial de genes ligados ao sexo e de genes autossômicos em zonas híbridas. Especificamente, caracteres ligados ao sexo feminino como o DNA mitocondrial exibiriam padrões reduzidos de introgressão comparados com caracteres de natureza autossômica ou ligados unicamente ao sexo masculino. O presente projeto têm três objetivos principais. O primeiro é fazer uma caracterização genética da zona de contato entre duas espécies de Olho-de-fogo da Mata Atlântica (Pyriglena leucoptera e Pyriglena atra) que se hibridizam na região central do estado da Bahia. O segundo é contrastar as características da clinas com os modelos de tensão e de difusão neutra. O terceiro objetivo é testar predições levando em conta as diferentes classes de marcadores. Estes objetivos serão alcançados por meio de análises envolvendo marcadores nucleares autossômicos neutros, marcadores nucleares ligados ao cromossomo sexual Z, um marcador mitocondrial e a variação geográfica na plumagem dos machos. (AU) | |
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