| Processo: | 11/02269-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica |
| Pesquisador responsável: | Marina Capelari |
| Beneficiário: | Jadson José Souza de Oliveira |
| Instituição Sede: | Instituto de Botânica. São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 12/21793-6 - Filogenia de Marasmius: um aprimoramento das análises com o uso de quatro regiões do DNA nuclear, BE.EP.DD |
| Assunto(s): | Marasmius Filogenia Mata Atlântica Botânica (classificação) |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Diversidade | Filogenia | Marasmiaceae | Marasmius | Mata Atlântica | Taxonomia | Taxonomia e filogenia de fungos Agaricales |
Resumo O gênero Marasmius Fr. é um grupo muito diversificado, com cerca de 1.900 epítetos no Index Fungorum, e espécies que eram distribuídas em 12 seções. Embora muitos taxonomistas ainda o considerem dentro de Tricholomataceae Roze, Marasmius está incluída na família Marasmiaceae Roze ex Kühner. A taxonomia tradicional permite diferenciar Marasmius de gêneros próximos como Collybia, Marasmiellus, Micromphale, Crinipellis, Chaetocalathus, entre outros. Porém, através de muitas discordâncias filogenéticas, Marasmius sensu lato foi considerado um grupo polifilético por evidências advindas de dados moleculares, segregando o grupo e introduzindo a concepção de Marasmius sensu stricto. Predomina em ambientes florestais úmidos e sombreados, sendo saprófitos com raríssimas exceções. Trabalhos taxonômicos significativos já foram feitos com Marasmius no Brasil, principalmente por Rolf Singer no século passado e recentemente, novos registros e descrições de espécies novas, têm sido feitos, aumentando o conhecimento da biodiversidade dos domínios naturais brasileiros. A Mata Atlântica é significativamente rica em espécies, e mesmo com apenas 7% de sua área original, possui grande diversidade biológica e alto índice de endemismo, sendo considerada área de "hotspots". O levantamento de espécies de uma área é fundamental para sua preservação, fornecendo dados de riqueza. Desta forma, o estudo morfológico para a sistemática tradicional e o uso de análises moleculares para embasamento das relações filogenéticas são fundamentais para a amostragem de riqueza de espécies e elucidação de questões referentes às relações entre as espécies do gênero. O objetivo é tornar conhecida a diversidade de espécies do gênero Marasmius de áreas conservadas de Mata Atlântica do estado de São Paulo, através de análises morfológica e molecular, contribuindo juntos para a sistemática e as relações filogenéticas do gênero, com o conhecimento de sua diversidade na área de estudo, como a inclusão de materiais no Herbário do Instituto de Botânica (SP). As áreas amostradas serão a Reserva Biológica de Paranapiacaba, o Parque Estadual da Cantareira e do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, além de outras áreas de conservação de Mata Atlântica do estado que poderão ser eventualmente amostradas. O trabalho será feito com coletas mensais ou quinzenais por um período de 12 meses e também com materiais já coletados em excursões iniciadas em setembro de 2009. Descrição macro e microscópica dos basidiomas serão feitas para determinação dos táxons utilizando chaves de identificação. Também serão obtidos isolados em meio de cultura de batata dextrose ágar (BDA), com porções retiradas dos basidiomas. Com o estabelecimento das culturas, será obtida biomassa em meio líquido (batata + dextrose), com posterior liofilização para uso na extração de DNA e também porções liofilizadas dos basidiomas. A análise molecular será realizada a partir das sequências obtidas após extração do DNA, amplificação e purificação dos genes de interesse no laboratório de Micologia Aplicada do Instituto de Botânica, e sequenciamento no Genoma/USP. Para isso, serão adotados os protocolos adaptados para fungos, "primers" já testados em estudos anteriores para amplificação dos genes. As sequências serão editadas no BioEdit 7.0.5.3 e alinhadas no Clustal W. As análises filogenéticas serão realizadas, com as sequências obtidas e as depositadas no GenBank, no programa PAUP*4.0b10, utilizando como grupo externo espécies de Crinipellis, grupo irmão de Marasmius em estudos anteriores, e de Gloiocephala indicado como grupo irmão de Marasmius seção Epiphylli. (AU) | |
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