| Processo: | 11/02438-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Sandra Helena Poliselli Farsky |
| Beneficiário: | Stephen Fernandes de Paula Rodrigues |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Toxicologia Barreira hematoencefálica Imuno-histoquímica Neoplasias Nanotecnologia Microscopia intravital |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Barreira hematoencefálica | câncer | imunohistoquimica | Microscopia intravital | Nanotecnologia | Toxicologia |
Resumo Nos últimos anos, a nanotecnologia tem se destacado como uma ferramenta importante para o desenvolvimento de novos produtos nas mais variadas áreas, incluindo a farmacêutica. Dentre os diversos produtos nanotecnológicos disponíveis, os sistemas nanoparticulados ganham destaque por proporcionar vetorização de forma sustentada e atuar como carreadores de fármacos, aumentando a eficácia terapêutica. Estas características são fundamentais para o tratamento de inúmeras doenças, dentre as quais, as neoplasias. Apesar das inúmeras vantagens dos nanofármacos antineoplásicos, os parâmetros farmacológicos e toxicológicos desta estratégia terapêutica precisam ser melhor entendidos. Neste contexto, o presente estudo visa avaliar a atividade anti-carcinogênica e os possíveis efeitos tóxicos de nanocápsulas de indometacina e éster etílico de indometacina (associados ou não) e de sua formulação usual. Para tanto, os ensaios in vivo serão realizados em camundongas C57BL6. O tumor cerebral será induzido in vivo pela inoculação intracraniana da linhagem de células GL261 de glioma maligno de camundongo, 10 dias antes do início dos tratamentos. Os tratamentos serão realizados em dois protocolos distintos: 1) para avaliação da cinética de distribuição no tecido cerebral, os fármacos, marcados com fluoróforos serão administrados, nas doses de 1 ou 5 mg/kg, 30 minutos, 2 horas ou 4 horas, por via oral e intravenosa, ou 2) serão administrados uma vez dia, por via oral ou intraperitoneal, durante 10 dias, para avaliação do desenvolvimento tumoral ou para avaliação de parâmetros microcirculatórios. Os ensaios de microscopia intravital serão realizados para avaliar a distribuição das nanocápsulas na microcirculação do tecido cerebral, bem como a interação leucócito-endotélio, leucócito-plaqueta e plaqueta-endotélio, formação de trombos e de áreas hemorrágicas em vasos da microcirculação cerebral. Adicionalmente, o efeito dos fármacos sobre a integridade da barreira hemato-encefálica será determinado em ensaio ex vivo (solução de Evans "blue") e a eficácia terapêutica dos compostos será avaliada pela mensuração da cinética de formação da massa tumoral no cérebro por meio de ensaios histológicos e imunohistoquímica. A realização destes ensaios poderá determinar um conjunto de estratégias in vivo e ex vivo para avaliação da atividade terapêutica e tóxica de nanocápsulas voltadas à vetorização de fármacos anti-neoplásicos, além de contribuir para os conhecimentos de ações tóxicas de nanocápsulas de indometacina e de seu éster etílico na rede microcirculatória. É importante ressaltar que a metodologia de microscopia intravital ainda não tem sido empregada no Brasil para este propósito e que a realização deste projeto difundirá os conhecimentos obtidos pelo Dr. Stephen Rodrigues durante seu Pós-doutorado no exterior (Laboratório de Microcirculacão, LSU Health Sciences Center, Shreveport, LA, EUA), em área relevante para terapêutica e toxicologia de medicamentos. O Laboratório da Dra Sandra Farsky possui expertize em microscopia intravital em estudos e inflamação e coagulação, mas não possui experiência nos estudos de cinética de nanaopartículas em tecido cerebral. O laboratório possui equipamento para tais ensaios, adquiridos em projetos anteriormente financiados pela FAPESP. Desta forma, a inclusão do Dr. Stephen Rodrigues ampliará as abordagens de estudos no Laboratório de Toxicologia Experimental, coordenado pela Dra Sandra Farsky. | |
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