| Processo: | 11/06810-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Luiz Tadeu Moraes Figueiredo |
| Beneficiário: | Gilberto Sabino dos Santos Junior |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Virologia Hantavirus Pequenos mamíferos Ectoparasitas Biodiversidade Degradação ambiental |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biodiversidade | Ectoparasitas | Infecção por Hantavírus | pequenos mamíferos | Spillover | Virologia |
Resumo Hantavirus são vírus zoonóticos principalmente de roedores silvestres, pertencentes à família Bunyaviridae. Entre os reservatórios naturais, os Hantavírus não causam nenhum efeito patogênico aparente, contudo, quando transmitidos ao homem, estes vírus podem causar graves doenças como a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR) na Eurásia e uma Síndrome Pulmonar e Cardiovascular (SPCVH) no continente Americano. Na América do Sul, os Hantavírus estão associados a roedores-reservatório da subfamília Sigmodontinae (família Cricetidae), contudo no Brasil há relatos de Hantavírus em morcegos (Chiroptera). Neste estudo, objetivaremos detectar a infecção por Hantavírus em pequenos mamíferos silvestres não voadores, voadores, e em seus ectoparasitas, vivendo em ambientes distintos. Verificaremos a dinâmica populacional de possíveis animais-reservatório considerando a influência de parâmetros ecológicos com a infecção por Hantavírus. E por fim avaliaremos experimentalmente o spillover em diferentes reservatórios naturais em nosso laboratório NBS-3. Pequenos mamíferos não voadores serão capturados vivos em duas grades de 100 armadilhas Sherman's, colocadas em intervalos de 10-m, por 7 - 10 noites consecutivas. As grades serão separadas por pelo menos 800-m para representação individual da população. Também, será feita uma linha para sacrifício com 100 armadilhas Sherman's dispostas 5-10-m, uma da outra, para coleta de órgãos dos animais capturados. Ainda Sherman's serão armadas em árvores, entre 1 a 3 metros de altura, para captura de pequenos mamíferos arborícolas. Pequenos mamíferos voadores serão capturados vivos em redes de neblina dispostas nos mesmos ambientes durante 7 - 15 noites consecutivas. Os animais capturados serão identificados pelos caracteres morfológicos, escovados para coleta de ectoparasitas, marcados para recaptura, quando das grades, e terão sangue total coletado pelo seio retro-orbital. Será feito um pool de ectoparasitas para detecção e isolamento viral. Os animais capturados na linha de sacrifício e nas redes de neblina serão sacrificados para coleta de órgãos visando o isolamento viral para posterior caracterização viral e ensaio de spillover em nosso laboratório NBS-3. Anticorpos IgG para Hantavírus serão detectados por ELISA indireto utilizando a proteína N recombinante do Hantavírus Araraquara e a infecção por Hantavírus será confirmada por RT-PCR. Ainda determinaremos a carga viral nas diversas amostras coletadas por PCR em tempo real. Um pool de ectoparasitas oriundo de cada animal será realizado para detecção de Hantavírus. Desta forma, esperamos entender a infecção por Hantavírus em seus reservatórios naturais, predizer fatores de risco para esta infecção e corroborar achados de estudos anteriores de que a degradação do ambiente e a perda da diversidade biológica são fatores de risco à infecção por Hantavírus em animais silvestres e isso estaria ocasionando fenômenos de spillover, o que contribuiria para uma maior taxa de infecção em humanos. (AU) | |
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