| Processo: | 11/07402-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal |
| Pesquisador responsável: | Adriana Castello Costa Girardi |
| Beneficiário: | Thiago de Almeida Salles |
| Instituição Sede: | Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Insuficiência cardíaca Dipeptidil peptidase 4 |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | dipeptidil peptidase IV | hidrogênio NHE3 | Insuficiência Cardíaca | Peptídeos natriuréticos | trocador sódio | túbulo proximal renal | volume extracelular | Insuficiência cardíaca |
Resumo A insuficiência cardíaca (IC) configura-se como um grave problema de saúde pública que contribui para a morbidade e mortalidade em nosso país e no mundo moderno. O aumento da expectativa de vida das populações e o fato da IC ser a via final comum da maioria das doenças cardiovasculares sugere fortemente que o encargo social e econômico associado a esta síndrome continuará a progredir. Tais aspectos justificam o empenho em se obter um maior conhecimento sobre a IC, notadamente no que se refere a viabilizar o desenvolvimento de novos procedimentos preventivos, diagnósticos e terapêuticos. A enzima dipeptidil peptidase IV (DPPIV) é uma serino protease que pode ser encontrada ancorada na membrana celular de diversos tecidos ou ainda na forma solúvel no plasma. Entre os substratos endógenos da DPPIV, cita-se o peptídeo natriurético cerebral (BNP), o peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e o polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP). Os dois últimos, em especial o GLP-1, são denominados hormônios incretinas, e são de grande importância para o controle glicêmico do organismo, principalmente devido às suas ações insulinotrópicas. Neste contexto, uma série de estudos clínicos demonstraram que a inibição da DPPIV representa uma terapia efetiva e segura para os pacientes com diabetes mellitus tipo 2. No entanto, devido à miríade de ações fisiológicas de seus substratos, aos diferentes peptídeos que são clivados por esta enzima in vivo e ao estabelecimento de interações do tipo proteína-proteína em uma série de tecidos, o efeito da inibição da atividade da DPPIV pode ir muito além do benefício glicêmico. Estudos recentes têm mostrado que o GLP-1 também possui ações natriuréticas e cardioprotetoras levantando a possibilidade de que os inibidores da DPPIV possam também ser eficazes no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca (IC) e infarto agudo do miocárdio. Além disso, o fato do BNP, peptídeo que possui diversas ações cardiorrenais, ser também um substrato da DPPIV, corrobora ainda mais para um possível emprego dos inibidores desta enzima no tratamento de doenças cardiovasculares. Diante do exposto, pretende-se testar a hipótese que a inibição da enzima DPPIV exerce efeitos protetores sobre a função cardíaca e renal de ratos submetidos à injúria do miocárdio. Em um momento posterior, será analisado também o impacto da inibição desta enzima em animais que já possuem um quadro de IC, com a finalidade de avaliar o potencial terapêutico dessa abordagem farmacológica. (AU) | |
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