| Processo: | 11/07416-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Analítica |
| Pesquisador responsável: | Fernando Barbosa Júnior |
| Beneficiário: | Fernando Barbosa Júnior |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Arsênio Propriedades físico-químicas Espectrometria de massas Toxicidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | amostras biológicas | desenvolvimento de métodos | Espectrometria de massas | Metais | Espectrometria Atômica |
Resumo
Os metais, tipicamente definidos pelas propriedades físico-químicas dos elementos no estado sólido, podem ser divididos em essenciais e tóxicos. Os elementos essenciais são aqueles necessários ao organismo para manter suas funções fisiológicas normais como Zn, Fe, Co, Mg, Se. Os elementos tóxicos são aqueles que não possuem função no organismo como Cd, Pb, Hg e As. Como exemplo, o As é um composto amplamente distribuído no ambiente sendo considerado pela ATSDR (EUA) o composto mais tóxico ao homem. Ele está ligado a causa de diversas doenças cardíacas, vasculares periféricas, anemia e câncer. As formas inorgânicas, As (III) e As (V), são as mais tóxicas sendo metiladas no organismo a ácido monometilarsônico (MMA) e o ácido dimetilarsínico (DMA), principalmente. Essa metilação não é constante, variando de acordo com idade, sexo, etnia, concentração da dose de exposição, gravidez, estado nutricional e polimorfismo genético, provocando divergências quanto à toxicidade das espécies. No homem, os compostos de As são empregados como medicamentos para tratamento de leucemia, em animais como medicamentos para crescimento e antiparasitários e em praguicidas. A exposição via oral é a mais comum. Países como Japão, EUA , Austrália e a Comunidade Européia estão dirigindo esforços cada vez maiores associados a leis mais restritivas para a importação de alimentos. No exterior, muitos grupos de pesquisa utilizam a HPLC-ICP-MS para especiação de As por ser uma ferramente versátil de alta sensibilidade e seletividade. Vários métodos de extração e quantificação das espécies de As em matrizes como fígado, rins, sangue, soro, urina, cabelo, arroz e maçã foram desenvolvidos. No entanto, muitos destes métodos são laboriosos e além disso, no Brasil, ainda há uma deficiência de laboratórios aptos a realizar a especiação de As em rotina. Neste sentido, este projeto tem como principal objetivo o de desenvolver e validar métodos de extração e quantificação de espécies de As (AS(III), As(V), DMA, MMA e arsenobetaína) em amostras de tecido animal (músculo, fígado e rins) e alimentos (arroz e ovos) com a finalidade de cobrir carências em metodologias para elucidação da toxicidade e quantificação das espécies de As. (AU)
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