| Processo: | 11/07584-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Quantitativa |
| Pesquisador responsável: | Gabriel Henrique Marroig Zambonato |
| Beneficiário: | Monique Nouailhetas Simon |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Evolução animal Crânio Morfologia animal Anfíbios |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Anfíbios Anuros | evolução do crânio | Genética quantitativa | plasticidade de desenvolvimento | Integração morfológica |
Resumo A teoria da integração morfológica considera os organismos em sua totalidade, sustentando que as mudanças evolutivas em um caráter são dependentes das mudanças em outros caracteres do organismo. Os complexos de caracteres que compartilham uma função e/ou via de desenvolvimento formam uma unidade modular semi-independente e podem ser estudados por padrões e magnitudes de correlação entre os caracteres (Olsson e Miller, 1958). Por meio dos modelos da genética quantitativa, com a construção de matrizes de variância e covariância genética e fenotípica, a diversificação morfológica de um táxon pode ser estudada quanto às forças evolutivas envolvidas, como deriva, seleção direcional ou estabilizadora (Lande, 1979). Considerando o desenvolvimento como mediador dos efeitos genéticos na organização modular, percebemos que tanto mutações quanto efeitos ambientais podem influenciar a integração morfológica e modularidade dos organismos (West-Eberhard, 2003; Klingenberg, 2008). Essa abordagem torna interessante o estudo de seres que apresentam plasticidade fenotípica, especialmente no desenvolvimento, pois os efeitos do ambiente nesse sistema podem resultar em uma alteração do padrão modular. Esse é o caso dos anfíbios, pois muitas espécies apresentam plasticidade do crescimento e desenvolvimento na fase larval diante de fatores como a temperatura. A plasticidade das larvas tem o potencial de modificar partes dos adultos dependendo das taxas de desenvolvimento (Gomez-Mestre e Buchholz, 2006). Porém, poucos autores estudaram a integração e modularidade em anfíbios, e não existem trabalhos que mostrem as forças evolutivas envolvidas na diversificação destes vertebrados. A proposta desse projeto é de estudar a integração morfológica e modularidade em crânios de anfíbios anuros do grupo Rhinella granulosa, que se distribui em vários tipos de habitats. Utilizaremos matrizes genéticas e fenotípicas para descrever o padrão modular das espécies e determinar as causas de suas divergências com o uso de matrizes de filogenia, ecologia (fatores climáticos, especialmente relacionados com temperatura) e desenvolvimento. Hipotetizamos que o padrão de correlação dos caracteres será similar entre as espécies, mas com diferenças nas magnitudes de integração; que o fator ecologia explicará grande parte da divergência entre as espécies; e que os caracteres de desenvolvimento compartilhado serão mais correlacionados entre si. (AU) | |
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