| Processo: | 11/13307-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia |
| Pesquisador responsável: | Renata Fonseca Vianna Lopez |
| Beneficiário: | Daniela Spuri Bernardi |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Iontoforese Lipossomos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Imunização Transcutânea | iontoforese | Lipossomas | Nanopartícula metálica | Desenvolvimento de Sistemas de Liberação Tópicos |
Resumo A imunização transcutânea é uma técnica promissora de vacinação, na qual a formulação contendo o antígeno é aplicada sobre a pele para induzir resposta imune sem apresentar toxicidade sistêmica ou local, além de ser indolor e evitar todos os riscos causados pelo uso de agulhas. O sucesso desse tipo de imunização ocorre devido a presença de células apresentadoras de antígenos na epiderme viável, as quais são potentes estimuladores de linfócitos T e dessa forma induzem a resposta imune. Porém, para o antígeno transpor a barreira imposta pelo estrato córneo e atingir a epiderme viável em altas concentrações, sistemas de liberação nanoparticulados, como os lipossomas, e métodos físicos, como a eletroporação, vem sendo estudados. Os nanocarreadores costumam proteger o antígeno contra a degradação, mas não penetram a pele intacta e a eletroporação aumenta a quantidade de antígeno que atravessa a pele devido a aplicação de um pulso elétrico da ordem de 1000 V sobre a pele. Obviamente esta estratégia causa grande desconforto para o paciente, além de não direcionar a liberação do antígeno para dentro da pele, mas sim através dela. Surpreendentemente, o estudo da influência de outro método físico, a iontoforese, que também usa corrente elétrica, mas com uma intensidade mais de 1000 vezes mais fraca do que na eletroporação vem sendo pouco explorada para a imunização transcutânea. O controle adequado da formulação e de parâmetros iontoforéticos (como tempo de aplicação de corrente, polaridade e condutividade) poderia aumentar a penetração de antígenos para o local específico da pele onde as células apresentadoras de antígenos estão presentes sem causar danos irreversíveis às células. Além disso, a iontoforese pode promover a penetração de nanopartículas para dentro da pele e aumentar dessa maneira a penetração não apenas do antígeno, mas também do sistema carreador que protege o fármaco contra a degradação dentro da pele. Como tem sido observado em estudos em cultura de células que nanopartículas metálicas funcionam como bons adjuvantes imunológicos, a aplicação da iontoforese em formulações contendo o antígeno e nanopartículas metálicas poderia aumentar a penetração cutânea de ambos e levar a uma imunização transcutânea efetiva. Com base no exposto os objetivos desse trabalho são dois: 1) estudar a influência da iontoforese na imunização transcutânea usando para tanto um antígeno modelo (ovalbumina) encapsulado em lipossomas (para garantir a estabilidade do antígeno em contato com a pele) e 2) verificar a influência de nanopartículas metálicas na (a) estabilidade dos lipossomas durante a aplicação da iontoforese, (b) na eficiência da corrente elétrica e, consequentemente, no aumento da penetração do antígeno por iontoforese e (c) na resposta imune induzida. O caráter inovador da proposta reside principalmente no estudo, pela primeira vez, da influência da iontoforese na imunização transcutânea com sistemas nanoparticulados (lipossomas e nanopartículas metálicas). A iontoforese por si só também pode funcionar como um adjuvante imunológico, mas isso também nunca foi estudado. | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |