| Processo: | 12/08101-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Rui Seabra Ferreira Junior |
| Beneficiário: | Rui Seabra Ferreira Junior |
| Instituição Sede: | Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (CEVAP). Centro Virtual de Toxinologia. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Botucatu |
| Pesquisadores associados: | Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira ; Fernanda da Cruz Landim ; Lucilene Delazari dos Santos ; Romain Aimé Duval |
| Assunto(s): | Biotecnologia Venenos de origem animal Serpentes Serina proteases Adesivo tecidual de fibrina Regeneração tecidual guiada Células-tronco mesenquimais Fluorescência |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | arcabouço biológico | avulsão de raízes nervosas | células tronco mesenquimais | Crotalus durissus terrificus | fluorescência | imageamento | indocianina | selante de fibrina | serinoprotease | Neurologia/Gastroenterologia/Toxicologia |
Resumo
As serinoproteases (SPases) isoladas a partir dos venenos de serpentes apresentam atividade enzimática do tipo trombina agindo, portanto, sobre o sistema hemostático convertendo o fibrinogênio em fibrina. Esta última pode se polimerizar adquirindo capacidade selante e adesiva pela formação de uma rede estável. Baseado nestas premissas os pesquisadores do CEVAP (Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos da UNESP) propuseram há cerca de 20 anos a prospecção de um novo selante a partir de uma SPase extraída do veneno de Crotalus durissus terrificus e fibrinogênio extraído de grandes animais. Este produto tem inúmeras aplicações biotecnológicas, não apresenta o risco de transmissão de doenças infecciosas e por ser genuinamente brasileiro a sua produção é mais barata. É sabido da literatura que as SPases contribuem significativamente para a reparação tecidual, embora essa reconstrução nunca tenha sido monitorada dinamicamente in vivo e de maneira não invasiva. Escolhemos estudar esse fenômeno, pela primeira vez no mundo, utilizando o imageamento de fluorescência infravermelho próximo (fluo-IVP) in vivo em modelos murinos de avulsão e reimplante de raízes nervosas motoras, utilizando o selante como arcabouço biológico (scaffold) em associação com células tronco mesenquimais que devem atuar de maneira sinérgica estimulando a regeneração. Esta estratégia não invasiva está baseada no uso de sondas fluorescentes sintetizadas e marcadas, do tipo enzima-indocianina (SPase-ICA), e de células tronco fluo-marcadas para um monitoramento in vivo, observando-se os resultados por meio de um equipamento moderno de imageamento fluo-IVP ainda inexistente no Brasil. Este último possui elevado potencial para ser utilizado em pesquisa básica e em medicina translacional. Baseado nestas novas ferramentas moleculares e de células marcadas, a ação reconstrutiva da associação da SPase com células tronco em nível de sistema nervoso será avaliada de maneira dinâmica, integrada e não invasiva. Para maior compreensão e execução este projeto do tipo translacional será dividido em dois subprojetos, a saber: 1-Fluo-marcar, por meio de síntese química, e avaliar a atividade biológica dos novos conjugados fluorescentes da SPase (SPase-ICA) como sondas de imageamento in vivo; Fluo-marcar as células tronco mesenquimais com vistas ao seu monitoramento in vivo em conjunto com o monitoramento do selante fluo-marcado. 2-Imagear in vivo a regeneração nervosa de ratos avulsionados na interface do sistema nervoso central e periférico tratados com células tronco mesenquimais e selante de fibrina fluo-marcado como arcabouço biológico (scaffold). O presente projeto translacional, além de ampliar o conhecimento dos mecanismos de ação do selante com as células tronco, terá ainda aplicações tanto na pesquisa fundamental (acompanhar a regeneração tissular in vivo de forma não invasiva), quanto na clínica, por meio da biotecnologia aplicada (imageamento in vivo com enzima fluorescente marcada utilizando-se selante de fibrina como arcabouço biológico [scaffold] e células tronco mesenquimais). O subprojeto de reparação nervosa, em caso de sucesso experimental, poderá ser empregado imediatamente em pacientes, em ensaios clínicos do tipo fase I, após a devida aprovação pelos Comitês de Ética em Pesquisa, uma vez que até o presente momento não existe uma cirurgia padrão ouro reparadora e de sucesso para estes pacientes. (AU)
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