| Processo: | 12/09727-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia |
| Pesquisador responsável: | Jairo Kenupp Bastos |
| Beneficiário: | Marivane Lemos |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Dor Copaíba Anti-inflamatórios Copaifera Produtos naturais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anti-inflamatorio | Cicatrização e Citoproteção | Copaíba | Copaifera | Dor | Gastroproteção | Produtos Naturais |
Resumo O uso de plantas medicinais é uma prática que acompanha a evolução da humanidade. Apesar do oleorresina de copaíba ser amplamente utilizada pela população brasileira e existirem vários estudos que comprovem tais aplicações, ainda há necessidade de aprofundar os mecanismos químicos biológicos, toxicológicos e clínicos, garantindo a eficácia, segurança e qualidade para o desenvolvimento de um futuro fitoterápico. Além disso, são escassos os estudos quanto à composição química das folhas de Copaifera, a qual é pouco explorada, tendo em vista que a comercialização do oleorresina do tronco movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão no ano de 2007. De todas as indicações medicinais, suas propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana, cicatrizante de feridas e úlceras são as mais relatadas. A úlcera gástrica e as dores acompanhadas de processos inflamatórios, tanto agudos quanto crônicos afetam grande parte da população mundial. As doenças inflamatórias crônicas possuem gênese multifatorial, sendo que a dor crônica ainda não apresenta seu mecanismo fisiopatológico completamente compreendido. Afetam aproximadamente 20 milhões de pessoas no mundo inteiro, acarretando ônus pessoal (dor e incapacidade funcional) e perdas econômicas inestimáveis. Os tratamentos não deveriam produzir grandes riscos, mas apresentam diversos efeitos colaterais, e quase sempre não alcançam o efeito farmacológico ideal. Já a úlcera gástrica acomete grande parte da população mundial, atingindo cerca de 10% da população economicamente ativa. A sua fisiopatologia é complexa, causada por desequilíbrio entre os fatores protetores e agressores presente no estômago, caracterizada pela formação de lesões e necrose do tecido gástrico. Dentro deste contexto, este trabalho busca avaliar e compreender os mecanismos envolvidos nos processos de citoproteção e cicatrização de úlceras gástricas, os processos anti-inflamatórios e analgésicos, atribuídos popularmente e previamente descritos na literatura para oleorresina das copaíbas. Há poucos estudos para C. oblongifolia Mart. ex Hayne e C. duckei Dwyer. Assim, serão obtidos extratos das folhas e o oleorresina, os quais serão submetidos ao fracionamento cromatográfico e isolamento de seus componentes majoritários utilizando-se diferentes modalidades cromatográficas: partição líquido-liquido, colunas abertas, gel de sephadex, HSCCC, HPLC, dentre outros. Os metabólitos serão identificados utilizando-se técnicas espectrométricas e espectroscópicas. Quanto aos ensaios farmacológicos com extratos e oleorresina, frações e metabólitos isolados, o estudo da nocicepção será realizado por metodologias amplamente descritas para avaliar o limiar de nocicepção, hipernocicepção (von Frey) e processo doloroso crônico (avulsão do plexo braquial). Os estudos quanto ao potencial efeito anti-inflamatório serão realizados através do modelo de edema de pata e pleurisia. Já os modelos de avaliação da gastroproteção são baseados em modelos de indução aguda, crônica e avaliação dos parâmetros gástricos. Nas três abordagens farmacológicas, este estudo busca investigar os possíveis mecanismos de ação envolvidos nos efeitos farmacológicos e os dados obtidos, além de contribuírem para o conhecimento dos mecanismos de ação das plantas do gênero Copaifera, fornecerão subsídios para estudos posteriores que poderão servir ao desenvolvimento de um novo fitoterápico no Brasil. | |
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