| Processo: | 12/14650-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Educação Física |
| Pesquisador responsável: | Bruno Gualano |
| Beneficiário: | Bruno Gualano |
| Instituição Sede: | Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Ana Lúcia de Sá Pinto ; José Antonio Miguel Marcondes ; Maria Elizabeth Rossi da Silva |
| Assunto(s): | Resistência à insulina Músculo esquelético Sistema musculoesquelético Exercício físico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | efeitos terapêuticos | exercício físico | Músculo esquelético | Sensibilidade à insulina | Efeitos terapêuticos do exercício físico |
Resumo
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um distúrbio hormonal complexo caracterizado pela anovulação crônica hiperandrogênica, com repercussões na esfera reprodutiva, estética, metabólica e oncológica, afetando de 5 a 10% das mulheres na idade reprodutiva. A hiperinsulinemia e a resistência à insulina são frequentemente descritas em pacientes portadoras de SOP, independentemente da massa corporal, embora tais condições sejam indubitavelmente mais prevalentes na presença de obesidade. Um recente estudo demonstrou que um programa de treinamento físico de alta intensidade resultou em aumento da sensibilidade à insulina em pacientes obesas com SOP. Contudo, o exercício físico não foi capaz de reverter completamente a resistência à insulina, sugerindo uma resposta parcial ao estímulo do treinamento físico nessa população. Dessa forma, novas investigações podem elucidar os mecanismos moleculares pelos quais o exercício físico estimula (ou deixa de estimular) a captação de glicose na SOP. A compreensão dos mecanismos moleculares associados à resistência à insulina em pacientes com SOP pode ser considerada como de vital importância para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas (drogas ou exercício) dedicadas ao tratamento da síndrome. Nesse contexto, o exercício físico agudo emerge como excelente modelo de investigação, tendo em vista que as adaptações crônicas ao treinamento físico regular parecem ser o resultado da somatória de estímulos agudos e repetidos de diversas sessões individuais de treinamento. O objetivo principal deste projeto será investigar o efeito do exercício agudo sobre as vias de sinalização que promovem a captação de glicose no músculo esquelético em mulheres portadoras da SOP. As pacientes selecionadas serão submetidas a um teste ergoespirométrico máximo em esteira rolante com o intuito de estabelecer parâmetros para prescrição do exercício agudo. Na semana seguinte, as voluntárias serão submetidas a uma biópsia muscular em repouso. Em seguida, farão um teste em esteira de intensidade moderada e, imediatamente após o exercício, serão submetidas a uma nova biópsia muscular. Um grupo de mulheres saudáveis pareadas por IMC, idade e VO2max realizarão o mesmo protocolo acima descrito, como amostra para o grupo controle. As amostras musculares serão utilizadas para análise proteínas envolvidos na captação de glicose, a saber: PI3-k, fosfo-IR, fosfo-IRS-1, fosfo-IRS-2, fosfo-AMPK, fosfo-AKT, GLUT-4 total e membranar. (AU)
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