| Processo: | 12/50641-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia |
| Acordo de Cooperação: | CNPq - Programa Primeiros Projetos |
| Pesquisador responsável: | Cristiane Damas Gil |
| Beneficiário: | Cristiane Damas Gil |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Conjuntivite alérgica Anexina A1 Receptores de formil peptídeo Ovalbumina Eosinófilos Mastócitos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Eosinofilo | Fpr2 | Lipocortina 1 | Mastocito | Ovalbumina |
Resumo
A conjuntivite alérgica (CA) representa uma doença complexa do sistema imune envolvendo uma resposta inflamatória e conseqüente desordens oculares, podendo levar à diminuição da acuidade visual e cegueira. Nos tratamentos das inflamações intra-oculares, em geral, são os glicocorticóides os medicamentos administrados cujos efeitos colaterais estimulam buscas por novas estratégias terapêuticas. Nesse aspecto, a proteína anexina A1 (ANXA1) atua como um potente mediador endógeno das ações anti-inflamatórias que podem ser ativadas por receptores para peptídeos formilados (fpr). Contudo, a expressão da ANXA1 e de seus receptores fpr em tecidos oculares normais e inflamados tem sido pouco estudada. Desse modo, analisaremos em um modelo experimental de CA, a expressão e o mecanismo de ação da ANXA1 e sua relação com o fpr2 nos tecidos oculares de camundongos. Animais selvagens e nocautes para ANXA1 (ANXA1-/-) serão imunizados nos dias 0 e 7, por via subcutânea, com ovalbumina (OVA; 5 μg) e nos dias 14,15 e 16, receberão instilação direta no saco conjuntival de 250 ng de OVA em 10 μ1 de PBS. Outro grupo de animais sensibilizados serão pré-tratados i.p. nos dias 14 a 16 com o peptídeo Ac2-26 (região N-terminal da ANXA1; 100 ng por animal) ou dexametasona (0,5 mg/kg), diluídos em 0,1 mL de PBS. Os animais controles receberão apenas PBS. Após 24 horas do último desafio com OVA, os animais serão anestesiados, submetidos à punção cardíaca para obtenção de sangue e coleta do fluido lacrimal e, posteriormente, sacrificados por deslocamento cervical para enucleação dos olhos e dissecção do baço e linfonodos. Os estudos serão realizados por meio de: análises histopatológicas e quantitativas de células inflamatórias nos tecidos oculares e sangue; imunocitoquímica ultraestrutural para detectar a co-localização da proteína ANXA1 e do fpr2 nas células inflamatórias nos tecidos oculares; Western blotting para detectar a expressão endógena do fpr2 e das quinases envolvidas na via MAPK nos tecidos oculares, baço e linfonodos; citometria de fluxo para detectar a expressão das moléculas de adesão CD 11b e CD62L nos leucócitos do sangue periférico; dosagem de IgE sérica por ELISA e das citocinas IL-2, IL-4, IL-5, IL-10 e IFN-y no sangue, fluido lacrimal e homogeneizados do tecidos oculares, baço e linfonodos. Os resultados poderão indicar o mecanismo de ação da ANXA1 nos processos inflamatórios oculares alérgicos e proporcionar novas alternativas terapêuticas. (AU)
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