| Processo: | 13/00401-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Thiago dos Santos Moreira |
| Beneficiário: | Talita de Melo e Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bulbo ventrolateral rostral | núcleo paraventricular do hipotálamo | quimiorreceptores arteriais | Cardiorespiratório |
Resumo Em resposta a uma redução na pressão parcial de O2 (PaO2), os quimiorreceptores periféricos detectam essas alterações e enviam informações características para o sistema nervoso central (SNC) a fim de promover toda uma mobilização encefálica na tentativa de corrigir a alteração na homeostasia. Dessa maneira, o quimiorreflexo periférico consiste um dos principais elementos mantenedores da homeostase cardiorrespiratória.As informações provenientes dos receptores periféricos podem ser distribuídas para diversas áreas do SNC, dentre as quais se destacam as áreas localizadas na região ventrolateral do bulbo que controlam o tônus simpático no sistema cardiovascular, bem como as áreas bulbares responsáveis pelo controle respiratório. Em condições de repouso, os neurônios pré-simpáticos do bulbo ventrolateral são a fonte primária da atividade simpática eferente, 70% destes neurônios sintetizam adrenalina e pertencem por definição, ao grupamento C1. Essas projeções catecolaminérgicas podem promover a ativação de neurônios hipotalâmicos, em especial do núcleo paraventricular do hipotálamo (PVN). Os neurônios parvocelulares do PVN estão envolvidos no controle cardiovascular através da inervação de outras estruturas encefálicas envolvidas no controle da atividade simpática, incluindo o NTS, o próprio grupamento catecolaminérgico C1 e a medula espinhal. Estudos na literatura revelam que situações aversivas são capazes de promover a produção de vasopressina, ocitocina e fator liberador da corticotrofina (CRF). A partir destas evidências, torna-se importante avaliarmos se a ativação do quimiorreflexo periférico (outro importante estímulo aversivo) ativaria os neurônios catecolaminérgicos localizados no bulbo ventrolateral que por sua vez influenciaria o controle da atividade dos neurônios localizados no PVN.Ademais, existem indícios na literatura do envolvimento de um processo inflamatório frente a uma hipóxia crônica intermitente. A nossa hipótese é que a hipóxia mantida (3 horas) estaria promovendo a liberação de fatores pró-inflamatórios como as interleucinas (IL-1b e IL-6) e fator de necrose tumoral (TNF-a) que seriam essenciais para promover a ativação da via encefálica C1-PVN.Os experimentos elaborados neste projeto procuram testar essas hipóteses e serão realizados por meio de técnicas anatômica, optogenética e de biologia molecular. | |
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