| Processo: | 13/13398-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Norberto Cysne Coimbra |
| Beneficiário: | Joyce Mendes Gomes Tessari |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Dor neuropática Transtornos de estresse pós-traumáticos Córtex pré-frontal Condicionamento do medo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | confronto presa Vs predador | Córtex pré-frontal medial (CPFm) | dor neuropática crônica (DN) | medo condicionado | substância cinzenta periaquedutal ventrolateral (SCPvl) | transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) | Neuropsicofarmacologia da dor e do medo condicionado |
Resumo A ansiedade tem uma associação de alta comorbidade com a dor crônica, de modo que alguns pesquisadores postulam que a dor neuropática (DN) crônica possa ser uma expressão do transtorno de estresse pós-traumático crônico (TEPT). Nesse sentido, tem sido demonstrado que existem semelhanças funcionais e metabólicas entre a DN e o TEPT e, que o córtex pré-frontal medial (CPFM) pode ter participação na integração entre essas duas patologias. Além disso, inúmeros estudos demonstram que a substância cinzenta periaquedutal está envolvida na mediação de respostas defensivas e no controle bidirecional da dor. Verificou-se, por exemplo, que lesão da substância cinzenta periaquedutal ventrolateral (SCPvl) causa prejuízo na execução de imobilidade defensiva e inibe processos antinociceptivos condicionados. Dessa forma, a proposta do presente trabalho é avaliar em hamsters machos o papel do CPFM pré-límbico (PR) e infralímbico (IL) na modulação da dor crônica em situações de medo condicionado, por meio de uma possível influência na atividade de receptores glutamatérgicos, endocanabinóies ou vanilóides da SCPvl. Serão estudadas as conexões entre o CPFM e a SCPvl por meio de administração de biodextrana, um neurotraçador anterógrado, no CPFM. Além disso, será investigado, através de técnicas de imuno-histoquímica, se tais projeções se conectam com neurônios positivos para receptores glutamatérgicos do tipo NMDA, endocanabinoides do tipo CB1 e endovaniloides do tipo TRPV1. Uma vez que, o segundo objetivo deste estudo é investigar o papel do CPFM e da SCPvl na modulação da comorbidade entre dor crônica e transtorno de estresse pós traumático, outro grupo de hamsters será submetido ao seguinte experimento: Primeiramente, eles receberão constrição crônica do nervo isquiático (CCNI), um modelo de dor neuropática (DN). Passados 21 dias, os roedores serão expostos a um modelo de estresse pós-traumático, baseado no confronto da presa (hamsters dourados: Mesocricetus auratus) com um potencial predador (urutu: Botrhrops alternatus), para indução de medo condicionado. Vinte e quatro horas depois, será estudado o envolvimento dos sistemas glutamatérgico, endocanabinoide e endovaniloide, através do pré-tratamento da SCPvl com microinjeções de AM-251 (antagonista seletivo de receptores CB1), de LY235959 (antagonista seletivo de receptores NMDA) ou de capsazepina (antagonista TRPV1), seguido pela ativação do sistema glutamatérgico do CPFM com L-glutamato (agonista glutamatérgico). Posteriormente, os animais serão reexpostos ao contexto sem o predador e, em seguida, submetidos ao teste alodínia mecânica de Von Frey para a avaliação da resposta nociceptiva. (AU) | |
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