| Processo: | 13/14161-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 13 de agosto de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Maria Cristina Roque Antunes Barreira |
| Beneficiário: | Mateus Silveira Freitas |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Células dendríticas Imunomodulação Macrófagos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | células dendríticas | Imunomodulação | Macrófagos | Paracoccina | Glicobiologia e Imunoquímica |
Resumo O fungo termodimórfico Paracoccidioides brasiliensis é o agente causador da paracoccidioidomicose (PCM), doença endêmica da América Latina com maior prevalência no Brasil, Venezuela e Colômbia. A PCM tem atuação sistêmica e normalmente está relacionada a processos granulomatosos na evolução crônica. Durante o processo de infecção por P. brasiliensis, os antígenos que se encontram na parede celular fúngica são reconhecidos por células sentinelas, como macrófagos e células dendríticas. Estas células possuem receptores de reconhecimento padrão que interagem com antígenos altamente conservados, os quais estão associados ao patógeno. A partir desse reconhecimento, macrófagos e células dendríticas se tornam ativas com a finalidade de eliminar o patógeno e apresentar esses antígenos aos linfócitos T, iniciando uma resposta adaptativa. O controle da PCM está relacionado com a resposta adaptativa de perfil Th1, enquanto o perfil Th2 está vinculado à maior severidade da PCM.Lectinas são proteínas que possuem a característica de se ligarem especificamente e reversivelmente a carboidrato, sendo algumas lectinas capazes de direcionarem a resposta imune para um perfil específico, caracterizando um efeito imunomodulador. Nosso grupo vem trabalhando com uma lectina de P. brasiliensis, denominada de Paracoccina. Essa lectina possui afinidade por N-Acetilglicosamina e encontra-se distribuída na superfície celular da levedura com destaque para as regiões de brotamento e crescimento do fungo. Sabe-se que Paracoccina induz macrófagos a produzirem citocinas pró-inflamatórias, como TNF-± e IL-12, assim como NO.O fato da Paracoccina desencadear secreção de IL-12 por macrófagos, citocina relacionada ao perfil Th1 que participa no controle da PCM, instigou nosso grupo a avaliar a administração profilática e terapêutica de Paracoccina recombinante (rPCN) em modelo experimental de PCM. Foi demonstrado um efeito protetor e imunomodulador quando a rPCN foi administrada in vivo, demonstrado através da redução da carga fúngica nos pulmões e um aumento nos níveis de citocinas pró-inflamatórias que caracterizam o perfil Th1. Em adição, a rPCN induziu macrófagos peritoneais a produzirem o mesmo perfil de citocinas em comparação a Paracoccina nativa, como demonstrado pelos resultados preliminares. Considerando estes resultados, e o efeito promovido pela administração da Paracoccina na PCM experimental, o presente trabalho tem como objetivo principal investigar os efeitos exercidos in vitro por rPCN sobre macrófagos e células dendríticas murinas. Portanto, propomo-nos a avaliar: (1) o perfil de citocinas secretadas in vitro; (2) a expressão de receptores da imunidade inata na superfície celular; (3) a atividade fagocítica em conjunto à sobrevida celular; (4) o perfil citocínico em camundongos naive aos quais a rPCN foi administrada. O cumprimento dessas metas abrirá perspectivas para elucidar os mecanismos responsáveis pela imunidade protetora conferida in vivo pela administração da forma recombinante desse componente fúngico.Unitermos: Paracoccina, Macrófagos, Células Dendríticas, Imunomodulação. | |
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