| Processo: | 14/11087-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Maria Leonor Sarno de Oliveira |
| Beneficiário: | Maria Leonor Sarno de Oliveira |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Infecções respiratórias Streptococcus pneumoniae Resposta inflamatória Modelos animais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | infecções respiratórias | Resposta inflamatória | Streptococcus pneumoniae | Infecções respiratórias |
Resumo
Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é responsável por doenças que causam a morte de cerca de 1 milhão de crianças menores de 5 anos, a cada ano, no mundo todo. Comumente, a bactéria coloniza o trato respiratório superior de indivíduos saudáveis estabelecendo uma relação comensal com o hospedeiro. A transmissão entre indivíduos ocorre a partir deste sítio. Ocasionalmente, o pneumococo pode invadir sítios normalmente estéreis causando doenças como pneumonia, septicemia, meningite, otite média e sinusite. A colonização precede as doenças invasivas, que podem ocorrer em situações específicas, como, por exemplo, baixa imunidade. Além disso, o pneumococo expressa diferentes fatores de virulência, que atuam promovendo a adesão da bactéria a células do hospedeiro ou a evasão do sistema imune. Entre os grupos de risco para as doenças pneumocócicas, se encontram crianças abaixo de 5 anos de idade e idosos. Dados epidemiológicos indicam ainda que portadores de doenças como asma, diabetes, doenças cardíacas, entre outras, podem ter risco aumentado para doenças causadas por pneumococo. Alguns modelos animais servem para o estudo dos mecanismos de patogenicidade do pneumococo, interação patógeno-hospedeiro ou, ainda, para o estudo de novas vacinas. Em nosso laboratório, foram estabelecidos modelos de colonização nasal e de infecção respiratória invasiva em camundongos, com diferentes linhagens de pneumococo, que servem a estes propósitos. Dados da literatura e do nosso grupo sugerem que a inflamação tecidual pode ter um papel importante na progressão da infecção por pneumococo em modelos animais. Enquanto uma resposta inflamatória controlada parece ser definitiva para o controle da bactéria, a inflamação exacerbada parece, muitas vezes, contribuir para o agravamento. No presente projeto, propomos estudar os efeitos da resposta inflamatória aguda nos modelos de infecção respiratória por Streptococcus pneumoniae em camundongos. Para tanto, os modelos serão avaliados em camundongos das linhagens AIRmax e AIRmin, selecionados geneticamente para resposta inflamatória aguda exacerbada e baixa, respectivamente. (AU)
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