| Processo: | 14/13448-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes |
| Pesquisador responsável: | Camilo Dias Seabra Pereira |
| Beneficiário: | Luis Felipe de Almeida Duarte |
| Instituição Sede: | Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 16/05414-6 - Partição subcelular e biomarcadores específicos para exposição de metais traço na espécie sentinela de manguezais Ucides cordatus (Linnaeus, 1763)., BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Citotoxicidade Ucides cordatus Metais Contaminação Genotoxicidade Ecotoxicologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | citotoxicidade | contaminação | Genotoxicidade | Metais | tolerância biológica | Ucides Cordatus | Ecotoxicologia |
Resumo Os manguezais são importantes ecossistemas costeiros que favorecem o acumulo de metais, o que vem chamando atenção mundial, principalmente pelos grandes impactos e riscos potenciais. Os contaminantes estimulam os organismos a gerarem respostas biológicas de defesa e/ou de dano que são passíveis de identificação e quantificação. No entanto, as espécies podem se tornar mais tolerantes quando submetidas a um contaminante por determinado período, fruto de uma aclimatação fisiológica obtida durante a vida ou de seleção genética. Nos manguezais contaminados de Cubatão (SP), existem relevantes evidências que a espécie Ucides cordatus (caranguejo-uçá) tenha desenvolvido uma maior resistência aos contaminantes, principalmente aos metais cádmio e chumbo, que inclusive já ultrapassaram os critérios de qualidade ambiental baseados em valores-guia que a CETESB adota. Além disso, estes metais e outros xenobióticos foram encontrados em altas concentrações nas folhas da Rhizophora mangle (o principal alimento deste crustáceo). Assim, os objetivos do projeto são: 1) Identificar se os espécimes de U. cordatus residentes do manguezal de Cubatão são, de fato, mais tolerantes à contaminação, por análise das respostas de biomarcadores de defesa e efeito, considerando duas vias exposição: a) Água (Exp. 1): contaminação pelos metais cádmio e chumbo; e b) Alimentação (Exp. 2): utilizando a salubridade conhecida das folhas de R. mangle; e 2) Quantificar os níveis de bioacumulação dos metais cádmio e chumbo em organismos expostos às concentrações consideradas seguras pela legislação CONAMA nº 357/2005, confrontando estes resultados aos limites permissíveis pelas leis brasileiras vigentes para alimentos (Decreto nº 55.871/1965 e Portaria nº 685/1998), bem como identificar os principais tecidos responsáveis pela bioacumulação desses metais neste crustáceo. Para tanto, dois experimentos serão realizados, expondo os animais (provenientes dos manguezais de Cubatão e da Juréia-Itatins) às duas vias de contaminação por 28 dias. Durante o período de exposição, em intervalos de 7 dias, serão analisados biomarcadores de defesa (metalotioneínas) e efeito (cometa, micronúcleo e integridade da membrana lisossômica). Após o término do experimento 1, serão dosados os metais (Cd e Pb) em subamostras de hemolinfa, hepatopâncreas, musculatura, brânquias e carapaça dos animais, bem como nas amostras de água para a validação das concentrações reais testadas. Sabe-se que as populações que são resistentes à contaminantes dispõem de menores performances biológicas, devido ao custo que a tolerância biológica impõe. A intensidade dos usos de mecanismos de defesa e reparo de danos determinam um gasto metabólico e estresse fisiológico que podem repercutir em impacto populacional. Existem estudos que mostram que a densidade do caranguejo-uçá em Cubatão (manguezal poluído) corresponde à metade daquela registrada para a Juréia-Itatins (manguezal prístino). Portanto, espera-se que os resultados a serem obtidos nos experimentos do presente projeto de pesquisa, venham a elucidar melhor sobre as supostas tolerâncias biológicas adquiridas, relacionando-as, indiretamente, à menor população destes animais nos manguezais contaminados. A partir disto, espera-se, também, levantar discussões a respeito dos critérios gerais de qualidade de ambientes aquáticos, considerando a tolerância biológica a qual as espécies possam estar submetidas. O projeto propõe, portanto, levantar informações cruciais ao bom desenvolvimento de planos de ação e manejo em âmbito nacional para os ecossistemas de manguezal. | |
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