| Processo: | 17/02974-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública |
| Pesquisador responsável: | Paulo Roberto Bueno |
| Beneficiário: | Paulo Roberto Bueno |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Assunto(s): | Infecções por Flavivirus Vírus Zika Dengue Técnicas e procedimentos diagnósticos Técnicas de diagnóstico molecular Avaliação de testes diagnósticos Técnicas imunoenzimáticas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biomolecular diagnostics | Impedance electroanalysis | Medical diagnostic devices | Surface Engineering | Materials Science and Electroanalysis |
Resumo
Testes diagnósticos rápidos são urgentemente necessários para ajudar a detectar e controlar a dispersão de Zika, como também de outros Flavivirus. Um dos primeiros desafios é o de diagnosticar propriamente a infecção pelo virus. O diagnóstico é desafiador por diversas razões: primeiramente, a infecção pode ser assintomática ou indivíduos podem apresentar sintomas mais brandos e, portanto, a notificação pode ser descartada ou confundida com uma infecção por dengue ou chikungunya. O segundo desafio para detecção do Zika é técnica: as ferramentas para detecção são pouco sensíveis e específicas e a similaridade com outros vírus do gênero Flavivirus pode levar a reações cruzadas, especialmente em testes sorológicos de pacientes com infecção anterior a outros vírus do gênero. Em outras palavras, o Zika causa uma resposta imune que produz anticorpos com um grau de similaridade com outros Flavivirus, como nas infecções pelos vírus da febre amarela, encefalite japonesa e dengue. Embora a infecção pelo vírus tende a ser assintomática, há relatos do envolvimento do vírus em manifestações da Síndrome de Guillain-Barré e um aumento nos casos de microcefalia no Brasil. Portanto, testes diagnósticos confiáveis são necessários para determinar mulheres grávidas foram expostas de forma que médicos podem monitorar o desenvolvimento fetal em mães infectadas. Podem fornecer informações importantes para epidemiologistas que estejam rastreando Zika e dengue, como também auxiliar gestores de saúde a estabelecer medidas de controle eficazes. O objetivo deste projeto é: i. Desenvolver e validar um dispositivo diagnóstico com o apoio de tecnologias patenteadas e licenciadas pelo proponente e seu grupo de pesquisa, baseado no Instituto de Química da UNESP, através de um acordo de cooperação internacional em vigência envolvendo a Universidade de Oxford e Oxford Impedance Diagnostic; ii. Encontrar marcadores genéticos no genoma completo de Zika para produzir peptídeos imunodominantes específicos, que serão utilizados para a produção de ensaios imunoenzimáticos (ELISA); iii. Desenvolver e validar ELISAs para detectar o vírus Zika (Sandwich-Elisa) como também a resposta imune à infecção pelo vírus (ELISAs IgM, IgG e Competitivo); iv. Realizar vigilância viral em amostras de soro e urina de cidades de quatro regiões diferentes do país, avaliando aspectos clínicos e epidemiológicos das infecções; v. Avaliar se padrões espaço-temporais impactam a transmissão de Zika; vi. Analisar o genoma completo de vírus Zika recuperados da vigilância e avaliar se diferenças genéticas podem estar relacionadas a manifestações severas. O projeto visa integrar a vigilância viral com o desenvolvimento de métodos e a posterior aplicabilidade desses métodos no serviço. (AU)
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