| Processo: | 17/15006-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal |
| Pesquisador responsável: | Debora Aparecida Pires de Campos Zuccari |
| Beneficiário: | Debora Aparecida Pires de Campos Zuccari |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). São José do Rio Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José do Rio Preto |
| Pesquisadores associados: | Heidge Fukumasu |
| Assunto(s): | Oncologia experimental Neoplasias mamárias Quimiorresistência Terapia de alvo molecular Biomarcadores tumorais Células neoplásicas circulantes Biópsia líquida Reparo do DNA Poli(ADP-ribose) polimerase-1 |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biópsia líquida | Câncer de mama | Quimioresistência | reparo do DNA | Terapia alvo | Oncologia Experimental |
Resumo
O câncer de mama (CM) é o tipo tumoral com maior prevalência entre as mulheres e com alta taxa de mortalidade, atribuída à falha na detecção precoce da doença e ausência de marcadores efetivos para estimar o risco de progressão do câncer e prever a resposta tumoral à quimioterapia e radioterapia. Nos cães, cerca de 50% dos tumores mamários são diagnosticados como malignos. Além disso, o CM canino compartilha muitas semelhanças com estes tumores em seres humanos, o que os torna excelentes modelos para o estudo da biologia do câncer e testes de agentes terapêuticos. O CM é caracterizado pela alta heterogeneidade intratumoral, assim denominada pela coexistência de diferentes clones de células tumorais em um mesmo tumor. Esse processo de evolução clonal ocorre devido à aquisição sequencial de mutações culminando em resistência à medicamentos ao longo do tratamento, o que demonstra a necessidade de uma abordagem terapêutica personalizada para cada paciente. Atualmente, estudos começam a investigar formas de diagnóstico precoce do câncer e acompanhar a resposta ao tratamento por meio da detecção de células circulantes (CTCs) e fragmentos de DNA (ctDNA) liberados pelo tumor primário ou por suas metástases no sangue. Esse procedimento inovador é conhecido como biópsia líquida e é assim chamado porque exige apenas a coleta de sangue ou de outros fluidos corporais, evitando assim, a realização de procedimentos invasivos como as biópsias convencionais de tecido. A biópsia líquida permite o acesso à inúmeras informações sobre o tumor que direcionam para o prognóstico do paciente e o monitoramento dinâmico da doença em tempo real durante o período de seguimento. Dessa forma, desvendar os mecanismos envolvidos na quimiorresistência para eliminá-la se tornou uma proposta de grande interesse e uma alternativa inovadora é a utilização de inibidores de PARP. A poli (ADP-ribose) polimerase (PARP) é uma proteína nuclear que participa do mecanismo de reparo do DNA decorrente de alterações por quebra de fita simples do DNA (SSB) sendo que, da mesma forma, os genes BRCA-1 e BRCA-2 são responsáveis pelo reparo da quebra de cadeia dupla do DNA (DSB). Ambos os mecanismos tem como finalidade manter a integridade genômica das células, reduzindo assim a sensibilidade das células tumorais aos quimioterápicos. Assim, o objetivo desse estudo é verificar a presença de mutações por biópsia líquida assim como qualificá-las no tumor primário e testar a sensibilidade a drogas específicas no cultivo de organoides. Ainda, utilizar o inibidor de PARP associado a diferentes quimioterápicos analisando sua relação com o Schlafen 11 (SLFN11) e o Receptor de Angiotensina II Tipo 1 (AGTR-1), e com as mutações originadas após a quimiorresistência no câncer de mama humano e em neoplasias mamárias caninas. Serão coletadas biópsias líquidas para extração do ctDNA e a análise do painel de mutações por Next Generation Sequencing (NGS). Células de linhagens e de cultura primária provenientes de fragmentos tumorais obtidos por excisão cirúrgica serão cultivadas em organoides, tratadas com diferentes quimioterápicos para avaliação da resposta específica, seguido da quimioresistência e tratados em associação com inibidores do PARP, losartana e submetidas à técnica de CRISP/Cas9 para a superexpressão do gene SLFN11 e subexpressão do AGTR-1. Ao final, os resultados da biópsia liquida serão analisados e verificada sua capacidade de detectar mutações, e a relação entre as diferentes mutações e a capacidade de resposta e resistência das células tumorais aos quimioterápicos será definida como uma tentativa de determinar uma conduta terapêutica personalizada para pacientes com câncer de mama. Além disso, a partir desses dados, será possível entender os mecanismos de ação do PARP e da quimiorresistência, contribuindo para uma melhor resposta das células aos tratamentos prolongados, permitindo maiores chances de remissão para a paciente com câncer de mama. (AU)
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