| Processo: | 17/16450-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Marcus Vinicius Simões |
| Beneficiário: | Marcus Vinicius Simões |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Edecio Cunha Neto ; Helio Cesar Salgado ; Paulo Louzada Junior |
| Assunto(s): | Cardiologia Doença de Chagas Insuficiência cardíaca |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cardiomyopathy | Chagas Disease | Heart Failure | Myocardial perfusion | Scintigraphy | Cardiologia |
Resumo
Embasamento racional: Vários aspectos da fisiopatogênese da Cardiomiopatia Chagásica Crônica (CCC) carecem de elucidação, particularmente, os mecanismos que levam ao aparecimento do dano cardíaco crônico muito tardiamente, 2 a 3 décadas, após a fase aguda. Além dos 2 mecanismos fisiopatogênicos centrais (agressão miocárdica dependente do parasitismo persistente e resposta inflamatória exacerbada), a isquemia miocárdica por disfunção microvascular pode estar envolvida nos processos fisiopatogênicos que levam à lesão miocárdica. A próxima peça de evidência a ser produzida para progredirmos na compreensão do papel da isquemia microvascular na CCC, e testarmos a hipótese de que ela ocorra secundariamente à inflamação na cardiopatia chagásica, seria a demonstração de que intervenções farmacológicas para reduzir o grau de inflamação miocárdica possam reduzir os defeitos de perfusão e atenuar a evolução da disfunção miocárdica. Neste cenário, o emprego de imagens in vivo de alta-resolução em modelo experimental de CCC no hamster pode fornecer observações valiosas sobre esses mecanismos fisiopatogênicos. Objetivos gerais: O objetivo geral do estudo é testar, nos cenários experimental e clínico, o efeito do uso prolongado da pentoxifilina sobre a inflamação, e consequentemente sobre os distúrbios perfusionais miocárdicos, e as repercussões sobre a evolução da disfunção miocárdica regional e global na CCC. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo experimental: Hamsters fêmeas (Mesocricetus auratus) controles (não infectados) e infectados (após 6 meses de infecção com T cruzi - cepa Y, 3,5 x 105 formas tripomastigotas), serão divididos nos grupos experimentais: 1. infectados (n=15) que receberão tratamento com pentoxifilina (20 mg/Kg/dia, via intraperitoneal por 60 dias); 2. infectados (n=15) tratados com placebo na mesma janela temporal dos animais tratados com pentoxifilina; 3. controles não infectados tratados com pentoxifilina; 3. controles tratados com placebo. Na condição basal e após o período de administração de pentoxifilina/placebo, os animais de cada um dos grupos serão submetidos a: Doppler-ecocardiograma, cintilografia de perfusão miocárdica de alta-resolução com Sestamibi-Tc-99m (equipamento = mini-SPECT) e tomografia por emissão de pósitrons cardíaca com F18-FDG para avaliação da viabilidade e inflamação miocárdica (MicroPET), ecocardiograma 2D de alta-resolução. Após o período de tratamento, penfoxifilina/placebo, os mesmos métodos de imagem serão repetidos com coleta de plasma para medida de citocinas e de órgãos e tecidos para estudo histopatológico, expressão de RNA de citocinas inflamatórias, e pesquisa de anticorpos anti-T cruzi circulantes. Estudo clínico: Trata-se de estudo clínico prospectivo, longitudinal, de intervenção terapêutica, duplo cego, randomizado e controlado com placebo. Serão incluídos portadores de CCC, com achados compatíveis ao ecocardiograma e 2 sorologias positivas, exibindo FEVE acima de 35%. Os pacientes serão aleatoriamente designados para 2 grupos investigacionais: 1. Grupo Pentoxifilina (G-PTX) (n=23) que receberá pentoxifilina na dose de 400 mg de 8 em 8 horas, por 6 meses; e 2. Grupo Controle (G-CTRL) (n=23) que receberá 1 comprimido de placebo de igual aspecto de 8 em 8 horas, por 6 meses. Os pacientes e investigadores diretamente ligados aos cuidados e avaliações dos pacientes serão velados quanto ao grupo de tratamento ao qual o paciente foi alocado. Os pacientes serão submetidos na avaliação basal pré-tratamento e após 6 meses de pentoxilina/placebo à avaliação que incluirá: exame clínico, ECG-12 derivações, Ecocardiograma 2D-Doppler transtorácico em repouso, Holter de 24 horas, Cintilografia de Perfusão Miocárdica repouso-estresse com Sestamibi-Tc99m, medidas séricas de TNF-alfa, IL-6, INF-gama e IL-1 . (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |