| Processo: | 17/50216-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade |
| Acordo de Cooperação: | Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO) |
| Pesquisador responsável: | Henrique Ferreira |
| Beneficiário: | Henrique Ferreira |
| Pesquisador Responsável no exterior: | Dirk-Jan Acheffers |
| Instituição Parceira no exterior: | University Of Groningen , Países Baixos |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Rio Claro |
| Assunto(s): | Doenças de plantas Citricultura Citrus Cancro (doença de planta) Xanthomonas citri Resíduos agrícolas Compostos fenólicos Bagaço de cana-de-açúcar |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Agricultural Defensives | Citrus Canker | Phenolic Compounds | Sugar Cane Bagasse |
Resumo
Brasil é o maior produtor de suco de laranja concentrado e responsável por 80% do suco que é exportado no mundo. A indústria de suco de laranja sofre constantemente com doenças que requerem a utilização de metais pesados como o cobre, bem como outros defensivos, para manter a sanidade dos pomares e fazer da citricultura uma atividade rentável. Entretanto, a redução no uso de defensivos na agricultura de forma geral é uma necessidade e representa uma tendência atual. Nesta proposta, focamos no controle do fitopatógeno Xanthomonas citri (Xac), que é o agente causal do cancro cítrico. Atualmente, não existe cura para a doença causada por Xac. Para desenvolver alternativas para o controle de Xac organizamos um grupo objetivando a geração/validação de compostos ambientalmente amigáveis, menos tóxicos que cobre e capazes de proteger plantas de citros contra a infecção por Xac. Dentre os compostos já gerados pelo grupo, derivados de ácido gálico mostraram uma atividade potente contra Xac. Posteriormente, mostramos que ésteres de ácido gálico, que são compostos fenólicos, atacam a membrana e o septo divisional bacteriano dependente de concentração. Propomos agora estender nossos trabalhos sintetizando compostos fenólicos usando como base rejeito agrícola (bagaço de cana-de-açúcar). Em paralelo, objetivamos derivatizar um composto anti-Xac gerado pelo grupo, chalcona BC01, como base molecular para novos antibacterianos. Compostos serão avaliados para sua atividade anti-Xac e modificados conforme a necessidade. Seus mecanismos de ação serão determinados. Faremos a avaliação de toxicidade dos compostos mais promissores usando modelos de células animais e abelhas, que são importantes para a polinização de citros e outras culturas. Compostos serão avaliados como defensivos em estufa para determinar capacidades protetivas frente à Xac. Resultados serão o desenvolvimento de novas estratégias para combater o cancro cítrico protegendo curando plantas infectadas e usando para tal. (AU)
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