| Processo: | 18/06259-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Juliane Silberschmidt Freitas |
| Beneficiário: | Lais Girotto |
| Instituição Sede: | Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Ecotoxicologia Desastres ambientais Mineração Barragens Rejeitos de mineração Anfíbios Espécies em perigo de extinção |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Anfíbios | Avaliação de Risco Ambiental | Conservação | desastres ambientais | mineracao | Ecotoxicologia |
Resumo O setor de mineração, embora economicamente importante, é responsável por diversos impactos ao longo de seu processo, além daqueles relacionados aos riscos de desastres. O rompimento da barragem do Fundão em Mariana-MG resultou no derramamento de 62 milhões de m³ de rejeito de mineração nos corpos hídricos, afetando a biota e o abastecimento de cidades ao longo da bacia do Rio Doce. Embora seja observado um aumento nas investigações avaliando os impactos provocados pela liberação do rejeito, até o momento não foram fornecidas informações suficientes para avaliação dos reais riscos causados, principalmente para grupos mais vulneráveis, tais como os anfíbios. Atualmente, os anfíbios são um dos principais grupos ameaçados de extinção e a contaminação de habitat é apontada como um dos principais fatores contribuindo para o declínio de diversas espécies. Visando a maior compreensão da magnitude dos danos causados sobre a biota, a presente pesquisa pretende simular as condições do desastre em escala laboratorial, avaliando os efeitos agudos e crônicos sobre anfíbios. Para isso, girinos serão expostos a diferentes proporções volumétricas de rejeito proveniente do rompimento da barragem do Fundão. A mortalidade dos indivíduos será monitorada ao longo de 96 horas para avaliação de efeitos agudos. Para os testes crônicos, girinos serão expostos ao rejeito durante 28 dias e serão avaliados efeitos no crescimento, desenvolvimento, anormalidades e desempenho natatório. A capacidade de detecção de ambientes contaminados e migração dos girinos também serão avaliadas pelo teste de evitamento. A realização dos testes ecotoxicológicos em complemento com as análises físico-químicas ajudará a esclarecer como a exposição aos rejeitos de mineração deve afetar a população de anfíbios e a dinâmica ecossistêmica em longo prazo. | |
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