| Processo: | 18/08784-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Carla Barbosa Nonino |
| Beneficiário: | Carla Barbosa Nonino |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Julio Sergio Marchini |
| Assunto(s): | Polimorfismo genético Obesidade Nutrição Pesquisa médica translacional Comorbidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Comorbidades | Medicina Translacional | obesidade | Polimorfismos Genéticos | reganho de peso | Nutrição |
Resumo
O tratamento da obesidade objetiva perda significativa de peso, com consequente melhora das comorbidades associadas e assim, diversas estratégias podem ser utilizadas para induzir um balanço energético negativo e consequente perda de peso. A cirurgia bariátrica tem sido um método de escolha para casos de elevados graus de obesidade e tem se mostrado a uma forma eficiente para promover perda de peso substancial. A estabilização do peso a longo prazo é um dos grandes desafios, pois 20% dos pacientes submetidos a cirurgia recuperam o peso após 5 a 10 anos. Os fatores que levam ao reganho de peso são complexos, entretanto não estão claramente estabelecidos. Nesse contexto, a presente proposta visa identificar os fatores (nutricionais, clínicos, sociodemográficos e genéticos) determinantes do reganho de peso no pós-operatório médio/tardio (5 anos) da cirurgia bariátrica. Para isso, será avaliado no período anterior a realização do procedimento cirúrgico e durante o seguimento pós-operatório (após 1, 2, 3, 4, 5 anos): 1. A assiduidade às consultas médicas, nutricionais e psicológicas no hospital terciário; 2. Taxa de complicações da cirurgia e repercussão no tempo de internação pós-operatório; 3. Uso de medicamentos: hipoglicemiantes orais, hipolipemiantes, anti-hipertensivos, antidepressivos, hipotireoidismo, corticoides, anticoagulantes, antiansiolíticos e antidepressivos; 4. Parâmetros antropométricos (peso, estatura, IMC e circunferência abdominal) e a partir destes, identificar o reganho de peso; 5. Consumo alimentar: valor energético, ingestão de macro (carboidratos, lipídios, proteínas) e micronutrientes (ferro, ácido fólico, vitamina B12); 6. Parâmetros bioquímicos e a prevalência de doenças crônicas (diabetes melittus, dislipidemias, síndrome apnéica obstrutiva do sono, osteoporose, doenças cardiovasculares), assim como de deficiências de micronutrientes (ferro, zinco e magnésio) e; 7. Perfil genético por meio da análise por microarray (640.000 polimorfismos de nucleotídeo único) em genes relacionados a risco e predisposição à obesidade. Por fim, irá analisar quais dos fatores acima avaliados influenciam ou determinam o reganho de peso no pós-operatório médio/tardio. (AU)
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