| Processo: | 18/14060-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Francisco José Albuquerque de Paula |
| Beneficiário: | Francisco José Albuquerque de Paula |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Ressonância magnética Densidade óssea Osteoporose Gordura intramuscular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Densidade mineral óssea | diabetes melito tipo 2 | gordura intramuscular | Microarquitetura ossea | osteoporose | Ressonância Magnética | Endócrino |
Resumo
A fragilidade óssea recentemente foi reconhecida como uma das complicações do diabetes melito tipo 2 (DM2). A massa óssea no DM2 é normal ou elevada quando comparada com um grupo controle. Desta forma, a fragilidade óssea pode estar relacionada com prejuízo na qualidade óssea. A densitometria óssea, mesmo sendo o padrão ouro de avaliação da massa óssea, não revela parâmetros de qualidade óssea. Assim, torna-se necessário explorar outras ferramentas capazes de inferir parâmetros de qualidade óssea. Diversas evidências indicam que no DM2, os tecidos muscular e adiposo apresentam alterações funcionais e estruturais, as quais são determinantes do aparecimento de complicações crônicas micro e macrovasculares. Em particular, a deposição ectópica de lipídeos é geradora de resistência insulínica e inflamação tecidual. Os tecidos muscular e adiposo também têm importante papel no desenvolvimento e manutenção da massa óssea. Atualmente, ainda está por ser elucidado o papel que a resistência insulínica, bem como as alterações musculares e do tecido adiposo exercem na osteopatia no DM2. A ressonância magnética é uma metodologia versátil capaz de medir quantitativamente a adiposidade presente nos mais diversos tecidos, incluindo a medula óssea e o tecido muscular. Além disto, a ressonância magnética é também uma ferramenta alternativa, para avaliação da microarquitetura óssea. A adiposidade da medula óssea é um fator que vem sendo estudado como parâmetro que se correlaciona negativamente com a massa óssea, como por exemplo na anorexia nervosa e osteoporose associado ao envelhecimento. No entanto, ainda são escassos os dados de adiposidade da medula óssea em obesos e diabéticos do tipo 2. Desta forma, a presente proposta de estudo objetiva avaliar se existe relação entre a deposição ectópica de gordura em tecido muscular com a quantidade de tecido adiposo da medula óssea, assim como com a massa óssea e parâmetros estruturais do tecido ósseo em pacientes com DM2. Para tanto, exames de densitometria óssea serão utilizados para avaliação de massa óssea e ressonância magnética será empregada para avaliação de gordura em osso axial (terceira vertebra lombar) e periférico tíbia proximal por meio de espectroscopia de 1H. A ressonância magnética será também utilizada para avaliação quantitativa da estrutura óssea. Serão realizados exames bioquímicos para identificar alterações dos fatores secretados por estes sistemas. (AU)
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