| Processo: | 18/22667-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Lúcia Helena Faccioli |
| Beneficiário: | Camila de Oliveira Silva e Souza |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Imunoparasitologia Esquistossomose Schistosoma mansoni Monócitos Modelos animais de doenças |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cd18 | esquistossomose | geracão | monócito | Plasticidade | Resistência | Imunoparasitologia |
Resumo A infecção pelo Schistosoma mansoni é uma doença crônica negligenciada que afeta 200 milhões de pessoas ao redor do mundo. Durante a progressão do ciclo biológico do parasita no hospedeiro mamífero, os esquitossômulos imaturos transitam pela vasculatura pulmonar até chegarem ao fígado onde amadurecem em vermes adultos. A resposta inflamatória desencadeada durante este processo, leva ao recrutamento de células mononucleares e polimorfonucleares que atuam pela destruição de um número significativo de cercarias. O tráfico dessas células para os tecidos afetados é depende de quimiocinas, lipídios bioativos e moléculas envolvidas na adesão celular. A subunidade funcional ²2 integrina (CD18) é fundamental para a migração e função transendotelial de leucócitos. Recentemente, demonstramos que CD18 é essencial para a hematopoese de diferentes subtipos de monócitos (Ly6Chigh, Ly6Cinter e Ly6Clow) gerados na medula óssea. CD18 também regula o acúmulo pulmonar de monócitos patrulheiros (Ly6Clow) durante infecção experimental aguda por S. mansoni, correlacionando com resistência durante a fase crônica no fígado. De fato, monócitos patrulheiros parecem ter papel crítico durante a infecção. Porém, mecanismos moleculares pelos quais o CD18 coordena a hematopoese e/ou sobrevivência de monócitos, e a função destas células durante a esquistossomose permanecem pouco elucidados. Desta forma, propomos aprofundar a investigação sobre o papel de CD18 na geração de monócitos durante a esquistossomose experimental, assim como determinar a função de monócitos patrulheiros. Sabe-se que estas células dependem da sinalização do receptor de quimiocina CX3CR1 para sua sobrevivência e vigilância do endotélio. Resultados preliminares do nosso grupo indicam que camundongos que expressam esse receptor não-funcional (CX3CR1gfp/gfp) infectados com S. mansoni exibem frequências significativamente reduzidas de monócitos patrulheiros na medula óssea e sangue periférico após 7 dias de infecção. Estes dados indicam que ambos CX3CR1 e CD18 são cruciais para monócitos patrulheiros na infecção experimental por S. mansoni e podem atuar paralelamente na geração e maturação dos monócitos. Este projeto apresta grande potencial para desvendar mecanismos moleculares necessários para geração de monócitos, e deve contribuir para o racional de novas estratégias terapêuticas frente a infecções helmínticas. | |
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