| Processo: | 19/12132-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia |
| Pesquisador responsável: | Pascal Andre Marie Philippot |
| Beneficiário: | Livia Paula Vaz Teixeira |
| Instituição Sede: | Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 15/16235-2 - Evolução da vida e oxigenação da Terra primitiva: uma perspectiva a partir da América do Sul, AP.SPEC |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 21/10949-4 - Reconstrução ambiental de alta resolução das formações ferríferas bandadas por meio das propriedades magnéticas, cristalográficas e químicas, BE.EP.DD |
| Assunto(s): | Geoquímica Sedimentologia Paleomagnetismo Formações ferríferas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cristalografia | Formações ferríferas | Geoquímica isotópica | Paleomagnetismo | sedimentologia | Geoquímica, Sedimentologia e Paleomagnetismo |
Resumo Formações Ferríferas Bandadas (BIFs) são arquivos químicos da química da água do mar pré-cambriana e do ciclo pós-deposicional do ferro. Dado que os BIFs se acumularam no fundo do mar por mais de dois bilhões de anos da história da Terra e que seu depósito é coevo com a oxigenação progressiva da atmosfera e hidrosfera, mudanças em suas propriedades químicas, mineralógicas, magnéticas e composições isotópicas oferecem uma visão única do meio ambiente e das mudanças que ocorreram na evolução da Terra. Os BIFs tardios do Arqueano-Primitivo Proterozóico de Carajás e do Protorozóico Tardio no Norte e Centro-Oeste do Brasil, respectivamente, são ocorrências marcantes desses depósitos. No entanto, várias questões-chave relativas à sua formação permanecem sem solução. Nenhum modelo deposicionalmente aceito para o Fe (e o Mn, no caso do Urucum) nesses depósitos existe e sua idade de deposição é limitada de forma imprecisa. Se as glaciações que são comumente associadas com as BIFs de Urucum foram importantes para sua gênese e em que a paleolatitude que elas formaram também não é clara. Além disso, a ausência de diamictitos glaciais no Supergrupo Carajás é estranha em relação com seu equivalente estratigráfico na Austrália, África do Sul e América do Norte, que contêm de 2 a 4 horizontes glaciais, possivelmente de extensão global (Snowball Earth). Para entender melhor a formação destes depósitos, pretendemos desenvolver uma abordagem integrada, que compreende análises mineralógicas, cristalográficas, magnéticas e geoquímicas. Análises geoquímicas, incluindo imagens e análises de elementos traços in-situ acopladas com análises cristalográficas de alta resolução de fases contendo Fe, fornecerão restrições sobre as condições ambientais de deposição desses BIFs. Juntamente com análises isotópicas de C, S e Fe da matéria orgânica, sulfetos e óxidos de Fe realizadas por outros membros do projeto FAPESP SPEC 2015 / 16235-2, os resultados obtidos permitirão restringir o papel dos microrganismos na formação destes BIFs. Os métodos magnéticos de rocha fornecerão informações sobre os minérios de ferro que são os principais portadores de magnetização e principais componentes dos BIFs. Avanços recentes na microscopia magnética permitem estudos magnéticos em pequena escala, que, quando combinados com análise isotópica in situ, podem fornecer uma imagem complexa e detalhada das propriedades magnéticas e geoquímicas de uma amostra, e restringir melhor seu sinal paleomagnético e sua origem biológica. O trabalho será conduzido no IAG/USP, Brasil, em estreita colaboração com o IPG Paris e Géoscience Montpellier, França, onde uma estadia de um ano é planejada. (AU) | |
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