| Processo: | 20/16160-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | João Paulo Gabriel Camporez |
| Beneficiário: | Carlos Henrique Zanello Talarico |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 18/04956-5 - Impacto do receptor de estrogênio alpha na Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica e metabolismo energético do fígado, AP.JP |
| Assunto(s): | Metabolismo energético Progesterona Estradiol Resistência à insulina Menopausa |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | estradiol | progesterona | resistência a insulina | Metabolismo Energético |
Resumo O consumo de dieta rica em gorduras contribui amplamente para o desenvolvimento de obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 (DM2) e doenças cardiovasculares. É possível observar que doenças cardiovasculares associadas a complicações metabólicas, como resistência à insulina e obesidade, são menos prevalentes em mulheres jovens do que em homens na mesma idade ou mulheres na pós-menopausa. Diversos mecanismos são atualmente considerados como causadores da resistência à insulina, como metabolismo anormal de lipídios e acúmulo ectópico do mesmo, disfunção mitocondrial, além de inflamação e estresse de retículo endoplasmático. Além disso, outra complicação associada a doenças metabólicas é a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), que afeta cerca de 30% dos adultos e até 10% das crianças em países desenvolvidos. Nas últimas décadas, estudos clínicos e experimentais revelaram que o estradiol (mais potente estrogênio) contribui enormemente para a homeostase glicêmica, provavelmente via a isoforma alfa de seu receptor (ERalfa). De fato, a redução da concentração de estrogênio durante a menopausa é associada com o aumento de gordura visceral e, por sua vez, doenças metabólicas como resistência à insulina, DM2 e doenças cardiovasculares. O mesmo fenótipo é observado em roedores fêmeas que passam por ovariectomia, tendo esse fenótipo revertido após o tratamento hormonal com estradiol. Entretanto, o mesmo consenso não existe em mulheres durante a menopausa, já que, enquanto alguns trabalhos demonstram os efeitos benéficos da reposição hormonal durante esse período, outros trabalhos são incapazes de observar benefícios. Tendo como base o observado nos estudos clínicos com mulheres na menopausa e sabendo que a maior parte dos tratamentos de reposição hormonal é feita com os hormônios estradiol e progesterona em conjunto, o objetivo principal desse projeto é investigar os efeitos da progesterona sobre o metabolismo energético e resistência à insulina em um modelo experimental de menopausa (camundongos fêmeas ovariectomizadas) alimentadas com dieta rica em gordura. (AU) | |
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