| Processo: | 21/00451-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Luciana Patrícia Fernandes Abbade |
| Beneficiário: | Luciana Patrícia Fernandes Abbade |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Botucatu |
| Assunto(s): | Adesivo tecidual de fibrina Úlcera varicosa Dermatologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | biological dressings | fibrin glue | Fibrin Sealant | fibrin tissue adhesive | varicose ulcer | Dermatologia |
Resumo
Introdução: O selante de fibrina heteróloga (SFH) consiste em um crioprecipitado rico em fibrinogênio extraído do sangue de búfalo Bubalus bubalis e uma enzima semelhante à trombina purificada do veneno da cobra Crotalus durissus terrificus. Este estudo avaliou a segurança e imunogenicidade do SFH, estimou a melhor dose e avaliou sua eficácia preliminar no tratamento de úlceras venosas crônicas (UVC). Métodos: Um ensaio clínico de fase I / II não randomizado, de braço único foi realizado em 31 participantes, representando um total de 69 UVCs ativas. Todas as úlceras foram tratadas com SHF, ácido graxo essencial e bota de Unna por 12 semanas. Os desfechos avaliados foram: (1) primários: segurança, análises de imunogenicidade e confirmação da menor dose segura; (2) secundários: eficácia preliminar pela análise do processo de cicatrização. A imunogenicidade foi avaliada utilizando as técnicas de anticorpos séricos neutralizantes (IgM e IgG) e não neutralizantes (IgA e IgE) contra o produto. A imuno-detecção de anticorpos da classe IgE foi avaliada usando o ensaio dot-blot antes e no final do tratamento. Amostras positivas em ensaios de dot-blot foram subsequentemente analisadas por western blotting para verificar os resultados. Resultados: Não foram observados eventos adversos sistêmicos graves relacionados ao uso do SHF. Os eventos adversos locais potencialmente relacionados ao tratamento incluem dor de úlcera (52%), maceração peri-úlcera (16%), prurido peri-úlcera (12%), colonização crítica (8%), eczema peri-úlcera (4%), o abertura de novas úlceras (4%) e aumento da área ulcerada (4%). Os anticorpos neutralizantes e não neutralizantes não apresentaram desvios significativos em nenhum dos momentos avaliados. Os ensaios de dot-blot mostraram que todos os pacientes apresentaram reações imunológicas negativas, antes ou após o tratamento, com o componente da enzima trombina-like. Além disso, dois participantes apresentaram reação imunológica positiva ao componente crioprecipitado, enquanto outros dois foram positivos antes e durante o tratamento. Em relação aos desfechos secundários de eficácia preliminar, observou-se cicatrização total e redução significativa da área em 47,5% e 22%, respectivamente. Uma melhoria qualitativa foi observada nos leitos das feridas de úlceras não cicatrizadas. Conclusões: O bioproduto investigacional SHF mostrou-se seguro e não imunogênico com boa eficácia preliminar para o tratamento de UVC, de acordo com o protocolo e as doses propostas. Um ensaio clínico multicêntrico de fase III será necessário para verificar esses achados. http://www.ensaiosclinicos.gov.br/rg/RBR-9j7qqr/. (AU)
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