Resumo
A qualidade social da escola pública implica o reconhecimento da multidimensionalidade do fenômeno educativo que nos convoca a conceber modelos alternativos de avaliação aderentes a tal complexidade. Em pesquisas longitudinais em uma rede pública de ensino, construímos uma matriz de qualidade social com onze dimensões. Consensuamos com atores de três escolas desta rede, um recorte investigativo pertinente frente aos atravessamentos da pandemia, refletindo sobre eventuais repercussões nesta matriz. Elegemos como prioridade a construção de descritores das dimensões da qualidade social para referenciar a organização do trabalho pedagógico. A pesquisa colaborativa é nossa opção metodológica e envolverá a realização de oficinas de trabalho e grupos focais com os coletivos escolares, mediados pela ação integrada de pesquisadores da escola e da universidade denominados como "amigos críticos". Os dados subsidiarão a produção de um roteiro autoavaliativo, validado por experts. Este, será experimentado nas escolas participantes nos espaços em que as vivências autoavaliativas ocorrem institucionalmente, com incorporação de novos significados. Nossa hipótese é que o envolvimento das escolas na produção de novos conhecimentos, fortaleça um pacto de qualidade negociada e referencie os processos de avaliação institucional participativa, trazendo novas possibilidades para a melhoria do ensino público, induzindo avanços na direção da formação humana dos estudantes, numa linha de tempo continuada e socialmente controlada. (AU)
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