Resumo
O CCD - Cidades Carbono Neutro foi concebido com a ambição de ajudar as cidades ao combate às mudanças climáticas, com a visão de propor soluções voltadas ao aumento da resiliência climática das infraestruturas e das pessoas, incorporar tecnologias baseadas na natureza nas cidades e trazer soluções para o mercado que opera nas cidades e contribuem com as emissões nas cidades. O CCD Cidades Carbono Neutro propõe um modelo de atuação sob perspectivas setoriais que impactam as cidades e geram emissões de carbono, sobretudo dióxido de carbono e metano, trazendo linhas de atuação seja por meio de provas conceitos e pilotos que demonstrem a viabilidade e vislumbram aspectos positivos na rota de uma sociedade de baixo carbono. A elaboração desta proposta de Centro partiu dos desafios apresentados pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) em Cidades Inteligentes, Resilientes e Sustentáveis, que resultou em três linhas de atuação estratégia, a saber: 1. Descarbonização do ambiente urbanos, tecnologias de redução de emissões de gases de efeito estuda (GEE) e resiliência climática; 2. Transformação digital e monitoramento dos serviços e operações para mitigação de emissões de GEE e resiliência climática em cidades; e 3. Políticas Públicas, capacitação e transferência de tecnologias e redes potencializadoras. Estas linhas de atuação interagem com as trilhas setoriais identificadas na proposta como: desenvolvimento urbano sustentável; infraestrutura viária e mobilidade; edificações e construção civil; energias renováveis e saneamento básico. Estas trilhas setoriais foram definidas por meio da interação com o mercado, realizado inicialmente por um chamamento público, convidando as empresas, bem como, governos e instituições não governamentais a serem membros do CCD-Cidades Carbono Neutro com o propósito de auxiliar as cidades na transição para a neutralidade de carbono. Esta proposta conta com a manifestação de interesse de nove (09) empresas, seis (07) entidades não governamentais e sete (07) instituições de governo, do Estado de São Paulo; três (03) da esfera municipal e dois (02) governo federal, perfazendo destes uma contrapartida financeira total de R$ 6.200.000,00 em cinco anos, além da contrapartida econômica. Para fazer frente aos desafios científicos e tecnológicos para a neutralidade em carbono em cidades, integram como ICTs parceiras no estado de São Paulo: USP; UNIVESP; UFABC; UNIFESP; USJT e UNINOVE. Congregam como ICTs de outros estados federativos, o CEMADEN e a UFPE. Estes atores compõem a estrutura técnica e de governo do Cidades Carbono Neutro, tendo um comitê internacional presidido inicialmente, caso a proposta seja aceita, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa - IST, o qual nas pessoas dos professores Paulo Ferrão e Manuel Heitor auxiliaram na construção desta proposta. (AU)
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