| Processo: | 06/03930-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2009 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional |
| Pesquisador responsável: | João Eduardo de Araujo |
| Beneficiário: | Gabriel Shimizu Bassi |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Receptores de taquicininas Labirinto em cruz elevado Comportamento defensivo animal Ratos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Comportamento Defensivo | Labirinto Em Cruz Elevado | Receptores De Taquicininas | Neurociências |
Resumo Trabalhos utilizando técnicas de estimulação elétrica cerebral mostram que a matéria cinzenta periaquedutal dorsal (MCPD) é capaz de eliciar comportamentos de defesa em ratos, gatos e macacos. Sabe-se que vários neurotransmissores estão envolvidos na modulação desta resposta, mas pouco é conhecido sobre a participação de neuropeptídeos. Três tipos de receptores de neurocininas, NK1, NK2 e NK3, foram identificados. O receptor NK1 mostra alta afinidade para SP. Em um trabalho recente demonstramos que a microinjeção do fragmento C-terminal [pGlu6Pro9] SP6-11 na MCPD produziu claros efeitos aversivos medidos pelo teste do labirinto em cruz elevado (LCE). Os receptores NK1 parecem ser o tipo de receptores de taquicinina envolvidos nos efeitos aversivos produzidos por SP e seu fragmento carboxi-terminal, desde que a administração periférica de um antagonista competitivo de receptores NK1 de taquicininas bloqueou claramente os efeitos aversivos na arena com divisória e no LCE. Os resultados até agora não descartam a possibilidade de que a inibição obtida possa estar sendo produzida indiretamente em outros locais do SNC. OBJETIVO - Este trabalho destina-se a verificar se o bloqueio da resposta ansiogênica, produzida pela microinjeção do fragmento C-terminal de SP na MCPD e antagonizado pela injeção intraperitonial de um antagonista de receptores NK1, pode ocorrer através do bloqueio local na MCP. MATERIAIS E MÉTODOS ANIMAIS e CIRURGIA - Serão utilizados ratos albinos Wistar, machos, pesando entre 250 e 300g. Após a cirurgia estereotáxica para implantação de uma cânula direcionada unilateralmente a MCPD, os animais permanecerão em gaiolas de acrílico por um período total de oito dias até a finalização dos experimentos, dois a dois, com livre acesso à água e comida durante todo o experimento. APARELHO - O LCE com paredes transparentes, consiste em um equipamento elevado a 50 cm do solo, composto por dois braços abertos, dispostos perpendicularmente a dois braços fechados por paredes laterais de acrílico transparente desprovidas de teto. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL - Uma semana após a cirurgia os animais serão levados ao LCE com paredes transparentes. Logo em seguida seu comportamento será registrado por 5 minutos. O desempenho do animal no labirinto será medido através dos parâmetros convencionais: o número de entradas nos braços abertos e fechados e o tempo gasto pelo animal nestes braços. Ao lado disso, serão também registradas as seguintes categorias comportamentais etológicas: Esquadrinhar, Levantamento, Autolimpeza, Mergulho da cabeça, Esticar, Rastejar, Exploração da extremidade aberta, Espreitar e Imobilidade. DROGAS E DOSES - Serão utilizados: o fragmento C-terminal [Sar9 Met(o2)11]- Substância P (Sigma, USA) que apresenta alta afinidade para o receptor NK1 e o antagonista local de receptor Spantide I [D-Argl, D-Trp7, 9, Leu 11] - SP nas doses de 1, 10, 100 e 500 pmol. Serão utilizados grupos independentes de animais para o fragmento C-terminal e fragmento C-terminal com pré-tratamento do antagonista de receptor NK-1. A dose utilizada para o fragmento C será de 17,5 pmol microinjetada em um volume de 0,2 l. Esta dose foi a que demonstrou gerar efeitos aversivos no teste do LCE depois de sua microinjeção na MCPD. HISTOLOGIA - Após a realização dos experimentos, os animais serão anestesiados e perfundidos intracardiacamente. Os cérebros serão removidos e mantidos em formalina em 10% até serem cortados. Os cortes serão feitos em secções coronais de 60 um de espessura, com o auxilio de um criostato. Estes serão preparados em lâminas de microscopia para técnicas histológicas adequadas. ANÁLISE DOS RESULTADOS - Os dados obtidos serão submetidos a uma análise de variância de uma via (ANOVA). Quando os valores de F assim obtidos alcançarem significância estatística, as diferenças entre os grupos serão checadas através do teste post hoc de Dunnett. (AU) | |
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