| Processo: | 13/01509-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica |
| Pesquisador responsável: | Danielle Palma de Oliveira |
| Beneficiário: | Danielle Palma de Oliveira |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Toxicologia ambiental Efluentes industriais Corantes Poluição da água Genotoxicidade Larva Letalidade Peixe-zebra Danio rerio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | azo corantes | desenvolvimento embrio-larval | ensaio cometa | Letalidade | Malformações | zebrafish (Danio rerio) | Toxicologia Ambiental |
Resumo
O tingimento de tecidos começou há milhares de anos e a disponibilidade comercial de corantes é enorme e crescente. A indústria têxtil brasileira desempenha um papel de inquestionável importância, destacando-se entre as principais atividades econômicas do país. No entanto, a ineficiência no tingimento, mais precisamente na etapa de fixação do corante à fibra, resulta na perda de grandes quantidades de corantes (2 a 50%) que atingem diretamente os efluentes, e consequentemente são lançados no ambiente aquático. A molécula dos corantes se divide em duas partes principais, o grupamento cromóforo, responsável pela cor e o grupo responsável pela fixação à fibra. Nosso grupo demonstrou que o corante têxtil, Disperse Red 1 (DR1), é um azo corante capaz de induzir genotoxicidade/mutagenicidade em células HepG2 e Salmonella typhimurium, além de ser tóxico para Daphnia similis. Adicionalmente, resultados preliminares também de nosso grupo mostraram que os azo corantes Direct Black 38 (DB38) e Reactive Orange 16 (RO16) são capazes de induzir a malformações em larvas de Danio rerio. Dessa forma, este projeto propõe avaliar a toxicidade dos corantes DR1, DB38 e RO16 sobre o desenvolvimento embrionário e larval, assim como sobre o DNA de zebrafish (Danio rerio). Para tanto, serão utilizados o ensaio de toxicidade com os estágios iniciais do desenvolvimento do zebrafish, conhecido como Early Life Stage (ELS) Toxicity Test, a partir da análise de indicadores toxicológicos de letalidade, sub-letalidade e teratogenicidade, como também o teste do cometa para investigar a genotoxicidade dos corantes sobre as larvas desse organismo-teste. Os resultados deste trabalho fornecerão informações valiosas para a prevenção de danos ao ambiente e à saúde humana, além de possibilitar a aplicação desse ensaio (ELS) com as formas embrionária e larval de zebrafish como um método padrão na avaliação do potencial de toxicidade de corantes e efluentes têxteis, garantindo a utilização de compostos mais seguros pelas indústrias de tingimento têxtil. Além disso, a implantação deste modelo no Laboratório de Toxicologia Ambiental da FCFRP/USP é uma inovação a nível nacional, considerando que o ensaio ELS ainda não está sendo realizado no Brasil. (AU)
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