| Processo: | 15/17739-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Milton Cezar Ribeiro |
| Beneficiário: | Renata de Lara Muylaert |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 17/21816-0 - Dinâmica espaço-temporal da hantavirose em um país em rápida mudança, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Hantavirus Saúde pública |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Hantavírus | landscape structure | path analysis | Public Health | Trophic Interactions | Ecologia espacial |
Resumo Nos últimos anos diversas doenças tropicais têm emergido em resposta a múltiplos fatores, tanto ambientais quanto socioeconômicos. Há evidências de que a perda de florestas nativas e ações antrópicas levam a defaunação e substituição de espécies, o que pode influenciar interações tróficas e até surtos de doenças. Com relação às interações tróficas, carnívoros selvagens tendem a ingerir presas provenientes da matriz mais frequentemente em áreas degradadas do que em áreas conservadas. Estas presas frequentemente são pequenos mamíferos, que podem transmitir diferentes tipos de vírus para seres humanos, caracterizando um grave desserviço ambiental. Evidências sugerem que os principais fatores que resultam em surtos de zoonoses são relacionados a aspectos climáticos, aspectos socioeconômicos, estrutura da paisagem e presença de animais reservatórios e de seus predadores. Investigar tais aspectos pode contribuir muito para o planejamento ambiental e prevenção de doenças. O presente projeto busca responder às seguintes perguntas: 1) Como comunidades de roedores e morcegos - grupos relevantes para hantavirose - respondem à estrutura da paisagem? 2) Qual a influência da diversidade e da estrutura da paisagem sobre prevalência viral em morcegos e em roedores? 3) A dieta dos predadores desses reservatórios varia conforme um gradiente de perda de habitat nativo? e 4) Quais são os correlatos ecológicos para hantavirose na Mata Atlântica brasileira? Utilizaremos seis espécies focais relevantes para hantavirose: os roedores Oligoryzomis nigripes, Necromis lasiurus, Akodon montensis e Calomys tener e os morcegos Artibeus planirostris e Desmodus rotundus. Analisaremos os dados compilados da literatura e por nós coletados utilizando uma abordagem de modelos hierárquicos e análise de caminhos. A nossa expectativa é que os efeitos da paisagem influenciem a presença de morcegos, a presença de roedores e a prevalência viral. Com relação à incidência viral, nossas predições são de que áreas com 1) maior predomínio de matrizes agrícolas, 2) mais áreas de contato entre matriz favorável a roedores-reservatórios e vegetação remanescente e 3) maior quantidade de população de risco sejam as que façam as melhores predições de incidências de hantavirose. Os resultados do projeto devem gerar subsídios para políticas ambientais e de saúde, apontando áreas de risco e sua relação com a conservação ambiental. | |
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