Resumo
Motivados pela crescente necessidade de órgãos disponíveis para transplantes e pelos desenvolvimentos recentes das tecnologias de edição genômica, como o sistema CRISPR-Cas9, progressos significativos na eficácia e segurança das técnicas de xenotransplante foram alcançados nos últimos dois anos. Suínos modificados geneticamente para evitar a rejeição imunológica hiperaguda do receptor humano vêm sendo desenvolvidos com sucesso em outros países. Porém, a possibilidade de transmissão cruzada de potenciais patógenos como os PERVs (porcine endogenous retrovirus) precisa ser controlada antes do início dos ensaios em humanos. Este projeto propõe a produção inovadora e nacional de suínos geneticamente modificados, nos quais serão inativados genes indutores da rejeição hiperaguda (GGTA1 / CMAH / ²4GalNT2), além de cópias do gene PERV pol. Para tal, neste projeto associam-se geneticistas, imunologistas, cirurgiões e clínicos com ampla experiência e credibilidade nas respectivas áreas de conhecimento, visando o desenvolvimento de um produto de base biotecnológica nacional cujo objetivo final será prover à população em fila de espera para transplantes uma alternativa terapêutica viável e definitiva, encurtando assim o sofrimento do paciente e seus familiares. Além do aspecto técnico, a viabilização e regulamentação do xenotransplante no Brasil demandará grandes esforços para compatibilizar aspectos éticos, religiosos e legais, bem como a mobilização e envolvimento de diferentes entidades. Nesse sentido, a nossa experiência adquirida aqui no Brasil, na década de 80, com a divulgação do transplante de fígado intervivos, será extremamente valiosa. (AU)
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