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Contribuição da disfunção endotelial para a progressão do aneurisma aórtico

Resumo

Dados recentes do laboratório da Profa. Hiromi Yangisawa sugerem que a disfunção endotelial pode desempenhar papel importante na progressão dos aneurismas da aorta (dados não publicados) e ambas as equipes entraram em colaboração com o objetivo de investigar a contribuição da disfunção endotelial na progressão do aneurisma aórtico. Dois objetivos específicos foram estabelecidos para realização da proposta, a saber: 1) Caracterizar as células endoteliais em aneurismas aórticos em camundongos duplo knockout para fibulina-4, uma proteína da matriz extracelular, em células endoteliais e células musculares lisas (camundongos denominados DKO). 2) Avaliar como o estresse oxidativo e a inflamação afetam a função endotelial em aneurismas da aorta. Durante o curso de nossa colaboração, utilizaremos um modelo animal de aneurisma da aorta ascendente estabelecido no laboratório do Prof. Yanagisawa e camundongos DKO que desenvolvem aneurismas mais graves envolvendo segmentos aórticos torácicos ascendentes e descendentes. Com base na comparação fenotípica entre camundongos DKO e camundongos knockout para fibulina-4 especificamente em células endoteliais e células musculares lisas, nós hipotetizamos que a ausência de fibulina-4 nas células endoteliais e nas células musculares lisas induz disfunção endotelial, afetando a sinalização entre as células endoteliais e células musculares lisas. A nossa equipe contribuirá na avaliação das funções endoteliais in vivo e em amostras de aorta. A equipe da Profa. Yanagisawa fornecerá segmentos de aorta de camundongos à nossa equipe para avaliação de marcadores de estresse oxidativo e inflamatórios, considerando que estes processos podem induzir anormalidades nas células endoteliais.Este projeto é particularmente interessante e informativo uma vez que no campo de pesquisa em aneurismas, geralmente considera-se que o enfraquecimento da parede da aorta devido à ruptura de fibras elásticas desencadeia a formação do aneurisma. Portanto, mais foco é colocado na investigação de anormalidades das células musculares lisas que de células endoteliais. Além disso, alterações na comunicação entre células endoteliais e células musculares lisas através de junções comunicantes e exossomos na aorta comprometida tem sido sugerida. Será particularmente interessante examinar se e como as células endoteliais influenciam na progressão dos aneurismas da aorta e se processos relacionados ao estresse oxidativo e inflamação contribuem para anormalidades das células endoteliais nos aneurismas da aorta. (AU)

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