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Modulação do perfil proteolítico em pacientes com lesões intraepiteliais de alto grau do colo uterino e em linhagem celular de carcinoma de colo de útero

Processo: 19/04896-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2019 - 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Katiuchia Uzzun Sales
Beneficiário:Katiuchia Uzzun Sales
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Alfredo Ribeiro da Silva ; Ana Paula Lepique ; Silvana Maria Quintana
Assunto(s):Repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente espaçadas  Infecções por Papillomavirus  Neoplasias  Peptídeo hidrolases  Proteína 9 associada à CRISPR 

Resumo

O carcinoma de colo do útero se configura como um problema de saúde pública devido a sua elevada incidência e mortalidade no Brasil e no mundo. Estes carcinomas são causados pela integração dos oncogenes do Papilomavírus Humano (HPV) ao DNA de células epiteliais do colo do útero que induz a transformação gradual, de mucosa normal em carcinoma. Dentre vários outros fatores que contribuem para a evolução para carcinoma invasor, pode-se citar a deficiência do sistema imunológico e a desregulação na expressão e produção de proteases. Proteases são enzimas responsáveis pela degradação de proteínas, contribuindo assim para a invasão tumoral, etapa fundamental na ocorrência de metástases. Há atualmente comprovação de exemplos de proteases desreguladas no carcinoma de colo do útero, como por exemplo a matriptase, uma importante serino protease transmembrana traduzida do gene ST14 que atua clivando pró-HGF em HGF, assim desencadeando carcinogênese através da via PI3K-Akt-mTOR. Este trabalho tem por objetivo principal analisar a modulação no perfil proteolítico de pacientes portadoras de lesões intraepiteliais de alto grau de colo do útero; bem como em linhagem celular de carcinoma de colo de útero (HeLa), cujos oncogenes virais foram nocauteados com a utilização da técnica de edição gênica CRISPR/Cas9. Os resultados obtidos possibilitarão associar a modulação do perfil proteolítico à transformação celular causada pelo HPV, e sua relação com o prognóstico destas lesões. (AU)