Resumo
O objetivo deste projeto é investigar, em diferentes escalas, os processos que controlam a advecção e reação de carbono na região do baixo Rio Amazonas e ao longo da região costeira adjacente no Oceano Atlântico Tropical Ocidental. O corpo de água principal do rio representa uma grande fonte de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, sendo que grande parte tem origem a partir do carbono orgânico proveniente da paisagem no entorno e é posteriormente remineralizada no rio. O componente do sistema fluvial que tem sido menos estudado e compreendido localiza-se próximo da foz do rio, sob efeito das marés, consistindo de dois canais principais desde Macapá até 150 km no interior do oceano. Ainda que a influência das marés não resulte em intrusão salina, podem ocorrer inversões no fluxo fluvial e interações complexas entre os canais do rio e as áreas marginais. Esses fatores tornam o estudo desta região do maior rio do mundo um desafio logístico significativo. Através de um ambicioso esforço amostral, este projeto visa compreender os fatores de grande escala (por exemplo, a hidrodinâmica, extensão de área e metabolismo) que controlam a variabilidade espacial e temporal da remineralização de carbono e dos fluxos de CO2 no baixo Rio Amazonas. A abordagem metodológica será baseada em uma combinação entre a coleta de dados de campo, sensoriamento remoto e esforços de modelagem numérica e biogeoquímica. Os tipos de matéria orgânica degradada, os microrganismos e consórcios que remineralizam, e as vias metabólicas (aeróbicas e anaeróbias) que levam à grande produção de CO2 serão avaliadas usando um conjunto de ferramentas de análise geoquímica orgânica e molecular biológica (proteômica). O esforço amostral permitirá gerar e disponibilizar um conjunto de dados in situ representativo de uma região historicamente pouco estudada, mas de alta relevância global. Serão realizados experimentos focados em revelar a influência dos fatores físicos (por exemplo, das marés, velocidade das correntes e processos de mistura) sobre os processos biológicos, a variabilidade espaço-temporal dos fluxos de CO2 por sensoriamento remoto, conjuntamente com simulações de modelos numéricos com capacidade para prever a sensibilidade das Trocas Líquidas do Ecossistema (do inglês Net Ecosystem Exchange). (AU)
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