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Preparações de heparina crua revelam a presença de contaminantes super-sulfatados estruturalmente diversos

Processo: 19/20097-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2019 - 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Helena Bonciani Nader
Beneficiário:Helena Bonciani Nader
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/03964-6 - Glicosaminoglicanos e proteoglicanos: relação estrutura e função, AP.TEM
Assunto(s):Face 

Resumo

Atualmente, a heparina farmacêutica é purificada a partir de mucosa intestinal suína e bovina. Na última década, tem havido uma preocupação constante com a segurança da heparina, uma vez que em 2008, efeitos adversos associados à presença de um condroitim sulfato super-sulfatado (OSCS) foram observados em preparações de heparina suína de grau farmacêutico, o que levou à morte de pacientes, causando uma crise global de saúde pública. No entanto, não foi esclarecido se o OSCS foi adicionado à preparação de heparina purificada, ou se já foi introduzido durante a produção da heparina crua. Usando uma combinação de diferentes métodos analíticos, investigamos preparações de heparina crua e final e demonstramos que esses contaminantes são introduzidos intencionalmente nas etapas iniciais da preparação da heparina. Além disso, os resultados mostram que os compostos super-sulfatados não são estruturalmente homogêneos. Além do que, mostramos que estes contaminantes são capazes de se ligar a células endoteliais nos sítios de ligação de heparina já caracterizados . Juntos, os dados destacam a importância do controle de qualidade da heparina, mesmo nos estágios iniciais de sua produção. (AU)