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O papel do PPAR gama no enriquecimento da HDL com esfingosina-1-fosfato na lesão de isquemia-reperfusão de células endoteliais vasculares

Processo: 19/09159-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2020 - 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Andrei Carvalho Sposito
Beneficiário:Andrei Carvalho Sposito
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Angela Saito ; Thiago Quinaglia Araujo Costa Silva
Assunto(s):HDL-Colesterol 

Resumo

Infarto agudo do miocárdio (IAM) é a principal causa de morte em todo o mundo. A reperfusão coronariana é a estratégia terapêutica mais efetiva neste cenário ao preservar a fração de ejeção ventricular esquerda e melhorar os desfechos clínicos em tais pacientes. Embora, paradoxalmente, tal estratégia leve a um fenômeno deletério per se, denominado lesão de isquemia e reperfusão (LIR), o qual induz um dano tecidual adicional que corresponde a até 50% do tamanho final do infarto. Para se identificarem estratégias capazes de mitigar os efeitos deletérios da LIR na função cardíaca, experimentos em modelos ex vivo e in vivo de LIR têm mostrado claramente que uma das abordagens de maior sucesso envolve a infusão de lipoproteína de alta densidade (HDL). Adicionalmente, foi demonstrado que um dos efeitos protetores desta partícula neste contexto ocorre nas células endoteliais, à medida em que promovem uma limitação da inflamação local e ativa vias de sobrevivência celular. Com efeito, as partículas de HDL são plataformas altamente complexas compostas de apolipoproteínas (tais como ApoA-I, ApoA-II e ApoM), enzimas antioxidantes tais como paraoxonase, e diversas espécies lipídicas, incluindo esfingolipídios bioativos. Nomeadamente, o principal deles é a esfingosina-1-fosfato (S1P), responsável pela ativação de tais vias de sinalização que promovem sobrevivência da célula durante LIR. A S1P é um mediador lipídico carreado no plasma pela HDL (HDL/S1P) e gerado principalmente nas plaquetas, no endotélio e nos eritrócitos pela fosforilação da esfingosina por esfingosina quinase, enzima1codificada pelos genes altamente conservados esfingosina quinase 1 e 2 (Sphk1 e Sphk2). A primeira tem um papel crítico nas vias metabólicas por controlar o balanço entre os níveis de esfingolipídios pró-apoptóticos e da S1P, que é pró-sobrevivência celular. Desta forma, é plausível que a regulação transcricional da Sphk1 durante a LIR ou durante a hipóxia/reoxigenação in vitro (H/R) ocorra no sentido de promover a geração celular de S1P, o subsequente enriquecimento da HDL e a homeostase endotelial. Entretanto, atualmente a regulação do gene da Sphk1 durante a H/R endotelial permanece pobremente entendida. Em análises preliminares in silico aliadas a experimentos piloto, identificamos que o PPAR gama é um importante candidato a fator de transcrição que atua na regulação da Sphk1. Desta maneira, propomos validar a identificação dos alvos do PPAR gama na região regulatória da Sphk1 utilizando um sistema repórter in vitro em células endoteliais de coronária humana. Adicionalmente, investigaremos o papel de agonistas e antagonistas sintéticos do PPAR gama na expressão e atividade da Sphk1 in vitro e in vivo no contexto de LIR e na geração celular de S1P e subsequente enriquecimento da HDL. Por fim, conduziremos um estudo clínico de prova-de-conceito com um agonista PPAR gama (pioglitazona) versus placebo tendo como desfechos o enriquecimento da HDL com S1P e a função do endotélio in vivo após LIR. (AU)