| Processo: | 19/26228-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano |
| Pesquisador responsável: | Katia de Souza Amorim |
| Beneficiário: | Katia de Souza Amorim |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Elizabeth Jane White ; Helen Marwick ; Laura Herold ; Lúcia Maria Santos Tinós ; Maria Clotilde Therezinha Rossetti Ferreira ; Niina Annika Rutanen |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 20/14830-9 - Processos de transição com o ingresso de bebês na creche, em diferentes países/culturas: Brasil, Finlândia, Escócia, Austrália, Nova Zelândia e EUA, BP.TT |
| Assunto(s): | Educação infantil Desenvolvimento infantil Bebês Creches Relações mãe-filho Cultura |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bebês | cultura | desenvolvimento | interação pares | Relaçâo mãe-bebê | transição casa - creche | Educação Infantil |
Resumo
Com a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho, mesmo bebês passaram a ter seu cuidado e educação compartilhados com instituições de educação infantil coletiva. Porém, a participação de bebês nessas instituições se mostra controversa, diante de tradicionais discursos e práticas sobre cuidados com a primeira infância, os quais são considerados como devendo vir a ser realizados em casa e diretamente pela mãe. Frente a isso, na colocação de bebês em creche, emergem processos muitas vezes cheios de angústia e culpa, somados a uma perspectiva de que se tem um baixo conhecimento sobre educação de bebês em instituições coletivas. Nesse contexto, processo marcante se refere ao ingresso e frequência do bebê na instituição, em que são mobilizados tanto a criança, como seus familiares e professores, numa tensa relação creche-família. Para compreender esses processos de transição, considerando ainda diferentes discursos, vozes, culturas e organizações sociais, traçou-se o objetivo de acompanhar os vários participantes ao longo de um ano, em seis diferentes países (Brasil, EUA, Escócia, Finlândia, Austrália e Nova Zelândia), através da triangulação de procedimentos (videogravação, entrevistas, formulário de observação e cadernos de campo). Os dados empíricos são referentes a cinco crianças focais de cada país (cada uma de diferentes instituições de educação infantil, dentro de um mesmo país), acompanhadas através de estudos de caso. O material empírico é trabalhado e analisado em pesquisas que são inicialmente realizadas por alunos de pesquisa (IC e PG) e, posteriormente, são discutidos coletivamente entre os pesquisadores principais de cada país. A meta geral é de, por um lado, trabalhar numa perspectiva de contribuição teórica, através da construção de conhecimentos sobre o desenvolvimento e (re)construção de relações do bebê nesse contexto, processos esses entrelaçados a aspectos biológicos (particularidades ligadas aa idade da criança), relacionais (familiares, professoras e demais crianças do grupo de que participa), contextuais e culturais. Por outro lado, a meta é compreender como se dá sócio-culturalmente o ingresso de bebês, considerando os diferentes aspectos culturais encontrados nos diversos países, de modo a contribuir para as práticas de acolhimento da criança, da família e de atuação e suporte junto aos professores da instituição, nesse processo. (AU)
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