| Processo: | 19/17625-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2023 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Eliana Faquim de Lima Mauro |
| Beneficiário: | Eliana Faquim de Lima Mauro |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni |
| Assunto(s): | Mecanismos moleculares Imunomodulação Crotoxina Fosfolipases A2 Crotalus durissus terrificus Venenos de serpentes Citocinas Células dendríticas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | células dendríticas | citocinas | Imunomodulação | Veneno de Crotalus durissus terrificus | Imunologia |
Resumo
Venenos de animais peçonhentos têm sido estudados visando o entendimento da fisiopatologia do acidente ofídico, assim como a identificação de moléculas com potencial terapêutico. O envenenamento pela cascavel Crotalus durrissus terrificus, diferentemente do observado em acidentes por outras serpentes é caracterizado por discreta ação local e pronunciada ação sistêmica. Estudos mostraram que sua principal toxina (crotoxina-CTX) ou suas subunidades: crotapotina (CA) e fosfolipase A2 (FLA2-CB) não exercem ação pró-inflamatória e ainda, suprimem alguns parâmetros do sistema imune. Portanto, essas moléculas têm sido estudadas quanto ao seu potencial imunomodulador. Nós verificamos que a CTX inibe a resposta imune in vivo anti-albumina humana e a colite experimental em camundongos. Visto que a célula dendrítica (DC) desempenha papel crucial tanto na indução da resposta imune adaptativa como manutenção da tolerância, analisamos o efeito da CTX e CB sobre essa células. Verificamos que CTX e CB inibem a sua maturação induzida por LPS e ainda, promovem a secreção de prostaglandina E2 (PGE2), lipoxina A4 (LXA4), IL-10 e expressão de TGF-² pela DC. Além disso, demonstramos a participação dos receptores peptídeo-formil (FPRs) nesse processo. Apesar desses dados, o mecanismo envolvido nesse efeito da CTX e CB sobre as DCs e na resposta imune adaptativa não está elucidado. Nesse projeto iremos estudar o papel da LXA4, IL-10 na ação da CTX e CB sobre as DCs e consequente diferenciação dos linfócitos T. Ainda, propomos avaliar o efeito da CTX e CB sobre a expressão de SOCS1, 2 e 3 nas DCs, assim como estudar se as vias do mTOR e AMPK estão envolvidas na ação das toxinas sobre essas células. Com esse estudo buscamos contribuir no esclarecimento dos mecanismos que regulam a atividade funcional das DCs utilizando a CTX e CB e assim, na relação entre componentes do sistema imune inato e adaptativo. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |