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Associação entre a razão ARA:EPA/DHA ratio e inflamação em pacientes com COVID 19

Resumo

Os estudos têm demonstrado que pacientes infectados com o vírus SARS-CoV-2 em estado crítico apresentam coagulação excessiva, leucopenia, linfopenia, "tempestade" de citocinas, hipóxia e estresse oxidativo, além dos sintomas iniciais já conhecidos. Considerando-se que até o momento não há vacinas ou medicamentos aprovados, o efeito potencial do uso de suplementos na recuperação dos pacientes tem sido discutido. Os ácidos graxos Omega-3, especificamente o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosaexaenoico (DHA), apresentam um efeito anti-inflamatório que pode melhorar a recuperação de pacientes que necessitam de internação e apoio ventilatório. O EPA e o DHA substituem o ácido araquidônico (ARA) nas membranas fosfolipídicas. Quando oxidados por enzimas, o EPA e o DHA contribuem para a síntese de eicosanoides menos inflamatórios e mediadores lipídicos específicos (SPMs), como resolvinas, maresinas e protectinas, contribuindo para a resolução da inflamação. Por outro lado, alguns estudos relataram que o EPA e o DHA podem tornar as membranas celulares mais suscetíveis à oxidação não enzimática mediada por espécies reativas de oxigênio, levando à formação de produtos de oxidação potencialmente tóxicos e aumentando o estresse oxidativo. Para verificar se o maior consumo de EPA + DHA pode ser uma estratégia adjuvante no tratamento de pacientes infectados com SARS-Cov-2, nosso objetivo é avaliar a relação entre a razão ARA: EPA + DHA, que é um biomarcador do consumo de ácidos graxos ômega-3 e o prognóstico de pacientes com COVID-19. Nossa hipótese é que os pacientes que apresentam uma relação ARA: EPA + DHA mais baixa apresentam maior concentração de SPMs e uma recuperação geral melhor quando comparados aos pacientes que apresentam uma relação ARA: EPA + DHA mais alta. Serão coletadas amostras de sangue de cerca de 180 pacientes que estão sendo recrutados por outro estudo experimental (FAPESP 2020 / 05752-4). As amostras serão mantidas a -80°C até a análise. O perfil de ácidos graxos, citocinas, prostaglandina e marcadores oxidativos serão analisados nas amostras. Uma abordagem estatística multivariada será aplicada para correlacionar os dados obtidos na análise do plasma com os resultados clínicos do paciente. (AU)

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