| Processo: | 23/10123-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2024 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição |
| Pesquisador responsável: | Nágila Raquel Teixeira Damasceno |
| Beneficiário: | Nágila Raquel Teixeira Damasceno |
| Instituição Sede: | Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Inflamação Estresse oxidativo Neoplasias mamárias Menopausa Ácidos graxos ômega-3 Metabolismo dos lipídeos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Câncer de mama | Estresse oxidativo | Inflamação | Menopausa | omega-3 | Metabolismo de lipídeos |
Resumo
Foi proposto que os ácidos graxos poliinsaturados, especialmente o ômega-3, podem afetar a progressão do câncer de mama (CM), principalmente por meio da modulação da inflamação e do estresse oxidativo. No entanto, não está claro se a menopausa pode influenciar esse possível impacto. Investigamos a associação entre ácidos graxos eritrocitários, características do tumor e perfil inflamatório e oxidativo de mulheres na pré e pós-menopausa com diagnóstico recente de câncer de mama não metastático. As características das pacientes foram coletadas por meio de um questionário estruturado, e o peso, a altura, a circunferência da cintura, o índice de massa corporal e a composição corporal foram medidos. Foram analisados interleucinas plasmáticas, antioxidantes, danos oxidativos ao DNA, substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, lipoproteínas de baixa densidade oxidadas e seus anticorpos. Os ácidos graxos eritrocitários foram medidos por cromatografia gasosa. Em mulheres na pós-menopausa, o ácido eicosapentaenóico e o ácido ±-linolênico foram inversamente associados (interleucina-1²: r=-0,49; p=0,03; lipoproteína de baixa densidade eletronegativa: r=-0,37; p=0,03, respectivamente), enquanto a relação ômega-6:ômega-3 foi diretamente associada à inflamação (proteína quimioatraente de monócitos-1: r=0,49; p=0,03). As mulheres na pós-menopausa com tumores negativos para o receptor de estrogênio apresentaram níveis significativamente mais baixos de ácido docosahexaenoico (1,32% vs. 2,31%; p=0,03), índice de ômega-3 (1,62% vs. 2,68%; p=0,02) e ômega-3 total (1,91% vs. 2,86%; p=0,04) do que as mulheres com receptor de estrogênio positivo. Níveis mais baixos de ácidos graxos ômega-3 nos eritrócitos estão associados a uma maior inflamação, bem como à oxidação e a tumores negativos para o receptor de estrogênio em pacientes pós-menopáusicas com câncer de mama. (AU)
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