Resumo
Resumo. Arbovírus formam um grupo de vírus transmitidos por artrópodes que engloba majoritariamente vírus com genomas de RNA. Em regiões tropicais e subtropicais, estes vírus são responsáveis por doenças infecciosas emergentes e reemergentes que configuram um grande problema de Saúde Pública com impactos econômicos e sociais. Entre os principais agentes virais responsáveis por epidemias destacam-se os vírus das famílias Flaviviridae e Togaviridae, dos gêneros Orthoflavivirus e Alphavirus, respectivamente. Epidemiologicamente, no Brasil, destacam-se o vírus da febre amarela (YFV), vírus Dengue (DENV), vírus Zika (ZIKV), o vírus Chikungunya (CHIKV) e surtos esporádicos relacionados ao vírus Mayaro (MAYV). Estas arboviroses são reconhecidas por causarem sintomatologia semelhante, com espectro clínico e sintomatologia difusa, como: síndromes febris incapacitantes, mialgia, quadros exantemáticos e artralgia. A patogenicidade relacionada a estas arbovirose pode variar, afetando múltiplos órgãos, como hepático, renal, neurológico, muscular, esplênico, lesões gastrointestinais e até oculares. Ademais, nos casos graves são observados danos teciduais em células da musculatura esquelética e cardíaca e endotélio pulmonar. Neste sentido, este projeto tem como objetivo principal inferir, determinar e comparar os padrões de patogenicidade nas infecções causadas por Alphavirus (CHIKV e MAYV) e por Orthaflavivirus (DENV-2 e ZIKV) em modelos celulares humanos de musculatura esquelética, cardíaca imortalizadas e célula híbrida somática endotelial. Essa abordagem, permitirá seguir para avaliar as infecções in vitro em células iPS cardíaca humana e com isso compreender os mecanismos fisiopatológicos das arboviroses estudadas. Por fim, os dados obtidos serão integrados quanto a expressão de RNA viral e celular, vias de sinalização e assinaturas proteômicas comuns e divergentes específicas dos Orthoflavivirus e Alphavirus em modelo cardíaco humano, o que irá ajudar a encontrar biomarcadores específicos para os casos graves associados a mortalidade das principais arboviroses que circulam no Brasil. (AU)
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