| Processo: | 08/57719-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais - Temático |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2017 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Meteorologia |
| Acordo de Cooperação: | CNPq - INCTs |
| Pesquisador responsável: | Carlos Afonso Nobre |
| Beneficiário: | Carlos Afonso Nobre |
| Instituição Sede: | Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). São José dos Campos , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José dos Campos |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 11/22348-3 - Variabilidade da Corrente do Brasil em Modelo Numérico de Alta Resolução,
BP.IC 10/11431-4 - A circulação do Atlântico Sul e Índico no período 1948-2010 em simulação numérica forçada com produtos da reanálise do NCEP, BE.PQ |
| Assunto(s): | Mudança climática Impactos ambientais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Adaptacao | Impactos | Mitigacao | Mudancas Ambientais Globais | Mudancas Climaticas | Vulnerabilidade |
Resumo
Esta proposta visa à implantação e desenvolvimento de uma abrangente rede de pesquisas interdisciplinares em mudanças climáticas e se embasa na cooperação de 76 grupos de pesquisas nacionais de todas as regiões e 160 grupos de pesquisa internacionais da Argentina, Chile, EUA, Europa, Japão e Índia, envolvendo na sua totalidade mais de 400 pesquisadores, estudantes e técnicos e constituindo-se na maior rede de pesquisas ambientais já desenvolvidas no Brasil. Se espelhando na estrutura do Painel intergovernamental de mudanças climáticas, o Programa se organiza em 3 eixos científicos principais (base científica das mudanças ambientais globais, impactos-adaptação-vulnerabilidade; e mitigação) e contem também esforços de inovação tecnológica em modelos do sistema climático, geo-sensores e sistema de prevenção de desastres naturais. Os objetivos do Programa de Mudanças climáticas são 1) detectar mudanças ambientais no Brasil e América do Sul, especialmente as mudanças climáticas, atribuir causas às mudanças observadas (aquecimento global, mudanças dos usos da terra, urbanização, etc.); 2) desenvolver modelos do Sistema Climático Global e desenvolver cenários de mudanças ambientais globais e regionais particularmente cenários emalta resolução espacial de mudanças climáticas e de usos da terra para o sécilo XXI; 3) aumentar significamente os conhecimentos sobre impactos das mudanças climáticas e identificar as principais vulnerabilidades do Brasil nos seguintes setores e sistemas: ecossistemas e biodiversidade, agricultura, recursos hídricos, saúde humana, cidades, zonas costeiras, energias renováveis e economia; 4) desenvolver estudos e tecnologias de mitigação das emissões de gases de efeito estufa, e 5) fornecer informações científicas de qualidade para subsidiar políticas publicas de adaptação e mitigação. Esta temática cientifica esta organizada em 26 sub-projetos de pesquisa. Este programa se vincula estreitamente com pelo menos duas outras redes de pesquisa em mudanças climáticas. Em primeiro lugar, está diretamente associado à Rede Brasileira de Mudanças Climáticas (Rede CLIMA), do MCT, e sua estrutura irá cobrir todos os aspectos científicos e tecnológicos de interessa aquela Rede. Adicionalmente, o programa irá fornecer articulação, integração e coesividade científicas para a Rede CLIMA e, e, contrapartida, mecanismos financeiros existentes para esta Rede irão fornecer financiamento suplementar para a implementação bem sucedida deste programa. Ele igualmente estará associado a vários programas de pesquisa em mudanças climáticas surgindo nos estados, em particular com o Programa FAPESP de Pesquisas em Mudanças Climáticas. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais na qualidade de instituição sede do programa já abriga as Secretarias Executivas destes outros dois programas e os recursos físicos, computacionais, administrativos e gerenciais já comprometidos pelo INPE serão compartilhados pelo programa, inclusive o acesso ao novo supercomputador INPE-MCT-FAPESP a partir de 2009. O Programa de Mudanças Climáticas irá promover a formação de algumas dezenas de mestres e doutores em suas informações científicas de qualidade para subsidiar políticas públicas de adaptação e mitigação. Esta temática científica está organizada em 26 subprojetos de pesquisa. Este Programa se vincula estreitamente com pelo menos duas outras redes de pesquisa em mudanças climáticas. Em primeiro lugar, está diretamente associado à Rede Brasileira de Mudanças Climáticas (Rede CLIMA), do MCT, e sua estrutura irá cobrir todos os aspectos científicos e tecnológicos de interessa àquela Rede. Adicionalmente, o Programa Irá fornecer articulação, Integração e coesividade científicas para a Rede CLIMA e, em contrapartida, mecanismos financeiros existentes para esta Rede irão fornecer financiamento suplementar para a implementação bem sucedida deste Programa. Ele igualmente estará associado a vários programas de pesquisa em mudanças climáticas surgindo nos estados, em particular com o Programa FAPESP de Pesquisas em Mudanças Climáticas. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais na qualidade de instituição sede do Programa já abriga as Secretarias Executivas destes outros dois programas e os recursos físicos, computacionais, administrativos e gerenciais já comprometidos pelo INPE serão compartilhados pelo Programa, inclusive acesso ao novo supercomputador INPE-MCT-FAPESP a partir de 2009. O Programa de Mudanças Climáticas irá promover a formação de algumas dezenas de mestres e doutores em suas linhas temáticas no intervalo de 5 anos. Espera-se que a geração de novos conhecimentos e a capacitação de recursos humanos permita reforçar o papel do Brasil na definição da agenda ambiental em âmbito global. Outros sim se esperam gerar conhecimentos e Informações cada vez mais qualificadas, para que as ações de desenvolvimento social e econômico do país se deem de forma ambientalmente sustentáveis. No importante quesito das políticas públicas, o Programa, em parceria com a Rede CLIMA e com programas estaduais e internacionais de pesquisas em mudanças climáticas, pretende contribuir como pilar de pesquisa e desenvolvimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Em resumo, o desenvolvimento da agenda científica proposta irá fornecer condições ótimas ao país para desenvolver excelência científica nas várias áreas das mudanças ambientais globais e sobre suas implicações para o desenvolvimento sustentável, principalmente quando se leva em consideração que a economia de nações em desenvolvimento é fortemente ligada a recursos naturais renováveis, como é marcante mente o caso do Brasil. Planos de tornar o país uma potência ambiental ou um país tropical desenvolvido devem levar em consideração limitações e impactos ambientais. O Programa proposta irá rapidamente criar as condições para o surgimento de novos conhecimentos e crescimento e amadurecimento da comunidade científica. (AU)
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