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Transfecção de anticorpos anti-vírus da raiva em células de linhagem N2A (neuroblastoma de camundongo) e neutralização intracelular para uso como antiviral

Processo: 11/06585-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2011 - 30 de junho de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Juliana Galera Castilho Kawai
Beneficiário:Juliana Galera Castilho Kawai
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Paulo Eduardo Brandão
Assunto(s):Vírus da raiva 

Resumo

A raiva é uma zoonose de evolução aguda e fatal, que acomete mamíferos e representa um sério problema de saúde pública, principalmente em países em desenvolvimento onde raiva em cães é endêmica, ocorrendo cerca de 55.000 morte/ano. Assim, a busca por potenciais drogas e mecanismos alternativos que atuem como antivirais em raiva é um tema que vem merecendo atenção mundial. O objetivo desse estudo é avaliar a capacidade de transfecção de anticorpos anti-vírus da raiva com o uso de um reagente catiônico (lipofetamina) em sistema in vitro, bem como estudar a efetividade do uso de anticorpos anti-vírus da raiva por neutralização intra-celular como terapia antiviral. Para isso, serão utilizadas diferentes variantes do vírus da raiva, que serão adaptadas em células de linhagem N2A (neuroblastoma de camundongo), e caracterizadas molecularmente por seqüenciamento de DNA. A capacidade de transfecção de anticorpos anti-vírus da raiva utilizando-se lipofetamina será realizada com conjugado anti-nucleocapsídeo de vírus da raiva, avaliando-se o sucesso da transfecção por meio de microscopia de fluorescência. Uma vez demonstrada a capacidade da lipofetamina em transfectar anticorpos anti-vírus da raiva e tendo sido titulados os isolados, será realizado o ensaio de neutralização intracelular do vírus da raiva utilizando soro policlonal anti-nucleocasídeo viral. Assim sendo, estudos sobre a aplicação da transfecção de anticorpos para ser utilizado como antiviral mediado por neutralização intracelular do vírus da raiva em cultivo celular permitirão seu aprimoramento por meio de um mais consistente entendimento do seu funcionamento e sua eficiência, gerando bases para o estudo de sua eficiência em modelos animais de experimentação, o que é primordial para o desenvolvimento de protocolos mais seguros e eficientes para o tratamento contra a raiva e o aumento das chances de sobrevida de pacientes apresentando esta doença. (AU)